Impactos Organizacionais e Teorias de Desenvolvimento
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Impactos da Reestruturação no Banco do Brasil (1986)
Em 1986, após o movimento das Diretas Já, o Banco do Brasil perdeu a conta-movimento. Essa perda trouxe sérias implicações, exigindo a reestruturação de toda a cultura organizacional da empresa. Qual foi o resultado da implantação dos programas dessa reestruturação?
R.: O resultado foi traumático. Quebrou-se a relação afetiva que existia dentro do banco e as relações profissionais foram transformadas. Houve a perda de vários profissionais qualificados, levando ao empobrecimento da cultura tecno-organizacional. Alguns funcionários aderiram às práticas por medo de demissão, visto que a não adesão resultaria em desligamento. Os colaboradores foram obrigados a se adequar às novas regras e metas, o que não foi bem aceito, gerando desconforto na classe trabalhadora.
A Teoria do Hiato Tecnológico de Posner (1961)
Posner (1961) constatou que as empresas que desenvolviam novos produtos criavam um monopólio exportador em seu país de origem. O que esse fato permitiu?
R.: Esse fato permitiu o desenvolvimento da teoria do “hiato tecnológico”, visando explicar a competitividade internacional em função da assimetria no acesso à tecnologia.
Importância e Desafios do Processo de Catching-up
Qual a importância e a desvantagem do processo de catching-up?
R.: Sua importância tem sido questionada em função de janelas de oportunidade abertas por inovações radicais, que oferecem a possibilidade de trajetórias tecnológicas alternativas às adotadas por países pioneiros. Sua desvantagem é que o processo depende fundamentalmente da capacitação dos recursos humanos dos países em desenvolvimento para absorver e difundir tecnologias dos países líderes. Isso não é simples, pois a tecnologia não é um bem disponível instantânea e universalmente que possa ser facilmente reproduzido a baixos custos.
A Nova Perspectiva de Desenvolvimento segundo Drucker (1998)
Para Drucker (1998), como era e como passará a ser a discussão sobre desenvolvimento entre os países?
R.: A discussão, que antes focava na distinção entre países pobres e ricos, passará a ser entre países ignorantes (com pouca educação formal) e países capacitados para absorver e gerar novas tecnologias (p. 149). Ou seja, o conhecimento torna-se mais importante que o capital financeiro; quem investir mais em educação estará à frente no desenvolvimento tecnológico.