Império Bizantino e o Reino dos Francos na Idade Média

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O Império Bizantino: Cultura, Política e Religião

O Império Bizantino foi historicamente influenciado pelos valores da cultura helenística, criada pelo imperador Alexandre, o Grande. Além disso, essa maior influência das tradições gregas (adotou o grego como língua) e orientais também pode ser compreendida como um desdobramento da tradição comercial da própria economia bizantina. O Império Bizantino conseguiu se firmar durante toda a Idade Média, mas foi tomado, em 1453, pelos turco-otomanos.

O sistema político bizantino era monárquico. O rei, além de responder às questões de cunho político, também tratava dos assuntos religiosos e militares. Os reis ainda contavam com o auxílio de um amplo corpo de funcionários responsáveis pelos aspectos burocráticos do poder imperial.

O mais notável imperador do Império Bizantino foi Justiniano, que, entre os anos de 527 e 565, realizou conquistas territoriais e reformou alguns pontos da estrutura jurídica de seu governo. No governo de Justiniano, o Império ampliou as suas fronteiras, chegando a tomar controle sobre a cidade de Roma. Justiniano ainda conquistou o Norte da África (533), o sul da Itália (536–539) e a Espanha (554). A nostalgia de Justiniano em relação ao Antigo Império Romano também se manifestou quando ele criou o Código de Justiniano (Corpus Juris Civilis), um conjunto de leis inspirado no Direito Civil Romano. Além disso, Justiniano foi responsável pela construção da Catedral de Santa Sofia, um dos maiores centros de adoração cristã do império.

No aspecto religioso, podemos dar destaque às feições que o cristianismo tomou em solo bizantino. Até o processo de centralização do poder papal, em 455, o rei do império também era considerado chefe supremo da Igreja. Essa submissão ao poder do Papa de Roma nunca foi aceita pelos clérigos bizantinos. Além disso, os cristãos bizantinos ainda divergiam em alguns pontos da doutrina romana. Entre outras heresias, a Igreja Bizantina rejeitava a adoração a imagens, liderando o chamado movimento iconoclasta.

A Ascensão e Consolidação do Reino dos Francos

Os Francos (bravos) foram um povo germânico que se estabeleceu no século III às margens do Rio Reno. Na era do Rei Meroveu, várias tribos receberam dos romanos as terras entre o Rio Reno e o Mar do Norte na condição de auxiliares. O neto do Rei Meroveu, Clóvis (óvis, óvis, óvis), conseguiu unir todas as tribos francas sob seu governo e estendeu-o do Rio Somme até o Rio Loire. Era casado com uma cristã e, depois de vencer uma batalha importante, se converteu ao cristianismo com todo o seu povo. Os francos foram o primeiro povo bárbaro a se converter.

Outro rei merovíngio importante foi Carlos Martel, que derrotou os árabes, em 732, na Batalha de Poitiers, que barrou os muçulmanos. No ano de 800, o bispo de Roma, Leão III, coroou Carlos Magno como Imperador dos Romanos, como se nele pudessem tentar reviver a glória da antiga Roma. Carlos Magno chegou a negociar casamento com a imperatriz bizantina viúva, mas não obteve sucesso. Além da águia, símbolo de Roma, adotou a flor-de-lis, que passou a ser o símbolo dos reis da França.

Carlos Magno se preocupou em colocar as leis do Império por escrito, as chamadas Capitulares. A legislação da Igreja passou a ter força de lei no Império Franco. Ele dividiu a administração do reino em:

  • Condados: administrados por condes;
  • Marcas: situadas nas fronteiras e administradas por marqueses.

Para fiscalizar a administração, estabeleceu os missi dominici, funcionários que visitavam todas as províncias do reino. Carlos Magno morreu em 814; seu herdeiro foi Luís, chamado de “o Piedoso”.

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