Impérios Coloniais e a Economia no Antigo Regime

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Crescimento do Império Espanhol

Os descobrimentos e as conquistas de Espanha fizeram surgir um vasto império marítimo e colonial. Filipe II (Rei de Espanha) governava a Espanha, a região dos Países Baixos/Flandres, o Franco-Condado e regiões da Itália (Milão, Nápoles, Sicília, Sardenha), o que lhe dava o controlo de importantes centros económicos.

Causas da Crise do Império Português do Oriente

  • Deficiente e dispendiosa administração do império, com falta de recursos militares;
  • Má aplicação dos lucros obtidos com o comércio, gastos em bens de ostentação e luxo;
  • Reorganização do comércio de produtos orientais com novas rotas entre o Oriente e a Europa;
  • Naufrágios provocados por carga excessiva, tempestades e ataques de inimigos;
  • Organização eficiente da pirataria e do corso apoiado pela Inglaterra, França e Holanda;
  • Crescente ocupação de territórios dominados pela coroa portuguesa por parte dos seus inimigos.

Produtos e Cidades do Extremo Oriente

Sedas, lacas e porcelanas provenientes de Malaca, Molucas, Japão e Macau.

Tratados da União Ibérica

Tratado das Alcáçovas e Tratado de Tordesilhas.

Sucessão após a morte de D. Sebastião

D. Sebastião organizou uma expedição a Marrocos que terminou na derrota da Batalha de Alcácer-Quibir, onde perdeu a vida. Foram convocadas as Cortes em Almeirim para resolver a sucessão. Os candidatos eram Filipe II (Rei de Espanha), D. Catarina (Duquesa de Bragança) e D. António (Prior do Crato). Filipe II invadiu Portugal e derrotou o exército de D. António na Batalha de Alcântara. Filipe II foi aclamado Rei de Portugal nas Cortes de Tomar, prometendo manter a coroa, direitos e privilégios de Portugal separados dos de Espanha.

Império Holandês: Fatores de Expansão

  • Frota marítima organizada e poderosa para transporte de mercadorias a baixo custo;
  • Tolerância política e religiosa que atraía capitais estrangeiros;
  • Burguesia forte que reinvestia lucros em novos negócios;
  • Criação de companhias de comércio (Companhia das Índias Orientais);
  • Crise do Império Espanhol devido à redução da prata americana em Sevilha.

Império Inglês e Expansão

A Inglaterra expandiu a sua influência na América, Índia e África, disputando o comércio com portugueses e espanhóis. A guerra de corso foi substituída pela ocupação territorial. Perseguições religiosas levaram famílias à América do Norte, onde fundaram colónias que deram origem aos Estados Unidos da América.

O Ato de Navegação

Lei que estabelecia que todas as mercadorias coloniais deveriam ser transportadas para Inglaterra por barcos ingleses; barcos estrangeiros apenas podiam transportar produtos dos seus respetivos países. Consequências: Contribuiu para o declínio comercial holandês e o triunfo inglês nos mares.

Capitalismo Comercial

Acumulação de capitais provenientes dos lucros da atividade comercial, reinvestidos no próprio comércio.

Investimento de Lucros

  • Portugal e Espanha: Não investiram no desenvolvimento da agricultura ou indústria.
  • Holandeses e Ingleses: Reinvestiram no comércio, agricultura e manufaturas.

Novos Instrumentos Financeiros

  • Companhias de comércio: Sociedades por ações.
  • Bolsa de valores: Locais de compra e venda de mercadorias e ações.
  • Bancos: Instituições de depósito, empréstimo e câmbio.

O Açúcar e a União Ibérica

O açúcar era o principal produto de lucro de Portugal, utilizando mão de obra escrava africana. O descontentamento com Filipe III e IV, devido a impostos e ataques aos territórios portugueses, levou à Restauração da Independência em 1 de dezembro de 1640, aclamando D. João, Duque de Bragança, como rei.

O Antigo Regime e o Mercantilismo

O Antigo Regime caracterizava-se pelo poder absoluto, sociedade estratificada e economia agrícola. O Mercantilismo, implementado por Colbert em França, visava a acumulação de metais preciosos através da balança comercial favorável. Em Portugal, D. Luís de Menezes tentou implementar medidas mercantilistas no setor têxtil, mas enfrentou a concorrência inglesa, culminando no Tratado de Methuen. O ouro brasileiro acabou por desincentivar o desenvolvimento industrial português, enquanto D. João V financiou obras como o Convento de Mafra.

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