A Importância das Manifestações na Democracia Brasileira
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Manifestações, passeatas, cartazes e dizeres como “vem pra rua” — essas situações, tão comuns no Brasil ultimamente, tomam grandes proporções e, muitas vezes, esses cenários se transformam em confusão e conflitos entre alguns manifestantes e a polícia. Assim sendo, um dos questionamentos levantados é se isso realmente trará as mudanças requeridas por tantos segmentos da sociedade ou se pode ser apenas mais um fato que não ocasionará mudança alguma.
A palavra “democracia” significa “governo do povo”, isto é, o povo é quem manda. Os governantes são meros representantes da vontade popular. Quando as ações de nossos representantes não correspondem ao querer da população, temos um problema que deve ser resolvido com base no conceito de democracia: o povo decidirá o que será feito.
É nesse contexto que temos a importância das manifestações populares no exercício da democracia. É por meio de manifestações que o cidadão deixa transparecer sua vontade e, às vezes, sua decisão. Cabe ao governo traduzir essas manifestações em normas, decretos e resoluções que promovam a vontade soberana da nação.
É óbvio que as manifestações não são ocorrências insignificantes; as pessoas não suportam mais as condições em que vivem e agora exigem seus direitos. Um fato isolado pode não significar muita coisa, entretanto, o que se vê é uma “febre” por justiça e por mudança em quase todo o país. Quem não vai para a rua protestar, vai para casa postar nas redes sociais o que está acontecendo, assina uma petição pública na internet e faz o que acredita ser útil para mudar nosso país.
Dessa forma, as manifestações populares são de suma importância para que o país passe a andar guiado pelos passos do povo e não por caprichos dos governantes; são as legitimadoras do processo democrático de mudança e construção de uma realidade melhor.
*Artigo de opinião escrito pelas acadêmicas do curso de Direito da Unipar, Ingrid Cristina Collaviti da Silva, Francielle Francisco Soares e Bruna Santos Barboza, para a disciplina de Linguagem Jurídica, ministrada pela professora Tatiane Henrique Sousa Machado.