Inclusão Profissional: O Papel da Capacitação
Classificado em Outras materias
Escrito em em
com um tamanho de 3,23 KB
As pessoas com deficiência, ao demonstrarem suas aptidões e talentos, tornam-se capazes de obter sua renda, adquirir autonomia e conquistar melhor qualidade de vida. O ingresso ao mercado de trabalho, segundo Hugo Nigro Mazzilli, é uma das formas mais eficientes de possibilitar a inclusão. Segundo o autor, o equilíbrio das possibilidades, com o objetivo de conseguir e manter um emprego, é um momento fundamental para construirmos uma sociedade mais justa e democrática.
Muito embora o trabalho seja fundamental na vida da pessoa com deficiência, as empresas têm encontrado grandes dificuldades para alocar esses profissionais em seus quadros. A principal dificuldade exposta pelos empregadores é a falta de capacitação profissional.
A Importância da Qualificação
É essencial que os profissionais estejam capacitados para exercer suas atividades. Se a necessidade de mão de obra qualificada for atendida, o empregador, por iniciativa própria, buscará profissionais com deficiência no mercado.
A partir do momento em que o profissional possui capacitação, as portas do mercado de trabalho se abrem, pois ele estará pronto para atender às exigências do setor. Além disso, a capacitação trabalha habilidades, desenvolve competências e trata da autoestima, fatores cruciais para o desenvolvimento profissional.
Integração e Competência
“A integração social tem consistido no esforço de inserir na sociedade pessoas com deficiência que alcançaram um nível de competência compatível com os padrões sociais vigentes” (SASSAKI, 2003). Não basta que as empresas contratem indivíduos que não estejam capacitados para a função. O mercado atual exige profissionais que agreguem valor às organizações através do conhecimento.
A integração tem o mérito de inserir a pessoa com deficiência na sociedade, desde que ela esteja capacitada a superar as barreiras físicas e atitudinais existentes.
Responsabilidade Governamental e Empresarial
- Governo: Deve investir em projetos de educação para promover a autonomia profissional.
- Empresas: Devem disponibilizar recursos para projetos de melhoria na qualidade de vida.
Medidas como fiscalizar empresas com rigor e punir aquelas que não cumprem a lei não são as atitudes mais viáveis, pois muitas não encontram profissionais qualificados em quantidade suficiente. Contudo, grandes organizações podem preencher parte das cotas escolhendo profissionais já qualificados.
A decisão de admitir um profissional com deficiência está ligada ao custo-benefício. As empresas esperam, além de cumprir a lei, um retorno da mão de obra investida. Portanto, é dever das empresas proporcionar bem-estar, respeitando limitações e promovendo o bom relacionamento entre todos os colaboradores.
Em suma, se houver profissionais qualificados, as empresas os contratarão como qualquer outro, pois é direito de todos ter um trabalho digno. Para isso, é imperativo que os órgãos competentes invistam na capacitação.