Início da Idade Média: Queda de Roma e Império Bizantino
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Unidade 1: O Início da Idade Média
O Fim do Império Romano
Os povos germânicos habitavam o norte do Império Romano, viviam em aldeias e eram pastores. Os romanos os chamavam de bárbaros (estrangeiros), acreditando que eles eram menos civilizados.
A partir do terceiro século, foram introduzidos nas terras de Roma, às vezes de forma pacífica e outras vezes por meio de violência.
O imperador romano Teodósio, em 395, dividiu o império entre seus filhos: Honório (Oeste) e Arcádio (Oriente).
Os problemas não foram resolvidos e, em 476, o rei dos hérulos, Odoacro, matou o último imperador romano ocidental, Rômulo Augusto. Esta data marca o início da Idade Média.
Os Reinos Germânicos
O Império Romano foi ocupado por diversas tribos germânicas, governadas por um rei que era aconselhado por um conselho de nobres e guerreiros.
Houve muitas guerras nos últimos anos e as pessoas, para protegerem-se, abandonaram as cidades e se refugiaram no campo.
O comércio enfraqueceu e a população se alimentava de produtos obtidos pelo cultivo da própria terra.
A cultura também declinou; destacaram-se apenas as obras de joalheria e algumas pequenas igrejas construídas pelos visigodos.
Os germânicos, misturados com os romanos, adotaram a sua língua (o latim) e se tornaram cristãos.
O Império Bizantino
É o Império Romano do Oriente, que sobreviveu às invasões germânicas. Por 1000 anos, manteve sua capital em Constantinopla, construída sobre as ruínas da antiga Bizâncio (atualmente a cidade de Istambul, na Turquia).
O imperador Justiniano foi o mais importante; ele viveu no século VI. Governou com sua esposa, Teodora, e tentou reconstruir o Império Romano, auxiliado por seus generais Belisário e Narses, com os quais conquistou o norte da África, a Itália e o sul da Espanha.
Para governar o império, Justiniano dividiu as terras em províncias chamadas de Temas (Themas), para as quais enviou funcionários para cumprirem suas ordens.
- O Exército guardava as fronteiras.
- Os diplomatas favoreciam o comércio e as boas relações com outros povos.
- Ele reformou o direito romano em seu livro "O Código de Justiniano".
- O imperador tinha em suas mãos todo o poder: militar, político e religioso.
3.1) Um Declínio Lento
Com a morte de Justiniano, o império começou a perder terreno. Bizâncio acabou sendo reduzida à Anatólia e aos Bálcãs. No século XV, restava apenas a capital; Constantinopla foi conquistada pelos turcos otomanos muçulmanos no ano de 1453. Esta data marca o fim da Idade Média.
3.2) Um Império Urbano e Comercial
As cidades bizantinas eram ricas e grandes. Desenvolveram a arte e os mercados; nelas viviam os governantes e eram defendidas pelos militares.
- Bizâncio teve grande prosperidade econômica.
- Dominavam o comércio com a Europa, Ásia e África.
- Vendiam produtos agrícolas e artesanato, e compravam trigo, especiarias e peles.
- As moedas bizantinas foram os meios de pagamento no Mediterrâneo.
3.3) O Império Grego Ortodoxo
Após a morte de Justiniano, os costumes gregos entraram em moda e o idioma oficial mudou do latim para o grego.
A religião tinha muito poder e influência na vida dos bizantinos. No século VIII, o imperador proibiu o culto das imagens sagradas (ícones). Esta decisão provocou protestos e violência, até que a proibição fosse levantada.
A igreja bizantina separou-se da obediência ao Papa de Roma; este evento ficou conhecido como o "Grande Cisma" em 1054. Eles queriam se parecer mais com os primeiros cristãos e, desde então, chamaram a si mesmos de "ortodoxos". Evangelizaram a Europa Oriental e, hoje, continuam sendo uma igreja cristã independente de Roma.
3.4) A Arte Suntuosa
- Os bizantinos tinham uma arte muito rica e religiosa.
- Destaques: Igrejas de cruz grega com braços iguais e cobertas com cúpulas, como a Catedral de Santa Sofia.
- Os mosaicos nas paredes e tetos de igrejas e palácios.
4.1) Maomé: O Fundador do Islamismo
O Islã surgiu na Península Arábica pelas mãos de Maomé, que era um comerciante da cidade de Meca, nascido no ano 570. Casou-se com Cadija (uma viúva rica) e conheceu outras religiões em suas viagens de negócios pela Arábia (cristianismo e judaísmo).
Maomé sentiu-se chamado por Deus, largou tudo e passou a pregar uma nova religião, o "Islã", que significa a obediência e o compromisso total com Deus. Os seguidores desta religião são os muçulmanos, resignados à vontade de Alá (Deus).
Os comerciantes e líderes religiosos que se opunham a Maomé fizeram com que ele fugisse de Meca para Medina. Esta fuga, ocorrida em 622, é chamada de "Hégira" e é a data que marca o início do calendário muçulmano. Em Medina, Maomé formou um exército que conquistou Meca e toda a Arábia, que se tornou muçulmana antes de sua morte.