Instabilidade do Ombro e Lesão Acrômio-Clavicular
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Instabilidade do Ombro
Definição
- É a incapacidade de manter a cabeça umeral no centro da glenóide durante a mobilização ativa do braço;
- Podem levar a alterações estruturais do labro, cápsula e ligamentos.
Grau de Instabilidade
- Instabilidade Leve: desconforto e cansaço fácil;
- Instabilidade Moderada: dores por inflamação dos tendões e sensações de que o ombro por vezes “não está no lugar”;
- Instabilidade Grave: acompanha episódios de luxação do ombro.
Fisiopatologia
- A falência ligamentar ocorre na maior parte das vezes a nível da inserção glenoideana;
- Com isso, os traumatismos repetidos causam distensão e lassidão destes estabilizadores do ombro.
Avaliação Clínica
- História clínica;
- O exame clínico avalia: hipermobilidade articular, ritmo escápulo-umeral, sinais de instabilidade, testes especiais e exames de imagem.
Tratamento
- Imobilização do ombro em adução e rotação interna;
- Uso de analgésicos e/ou anti-inflamatórios;
- Fisioterapia: Objetivos: devolver estabilidade, aumentar a compressão da cabeça umeral na glenóide, restabelecer o ritmo escápulo-umeral, devolver força e comprimento muscular, e devolver a mecânica muscular.
Lesão Acrômio-Clavicular
São lesões que acontecem com traumas de alta energia, com mecanismo de trauma diretamente no ombro, podendo ser por queda ou por obstáculo.
Ligamentos da Clavícula
- Ligamentos acrômio-claviculares;
- Ligamentos córaco-claviculares.
Sinais e Sintomas
- A lesão é imediatamente percebida pelo paciente;
- Dor intensa imediatamente após o trauma;
- Edema;
- Dificuldade em mobilizar o braço;
- Pode ocorrer um “calombo” na ponta do ombro.
- Exame físico: Inspeção e palpação;
- Diagnóstico: RX e ressonância.
Classificação
A luxação acrômio-clavicular pode ser classificada em seis tipos, de acordo com sua gravidade:
- Tipo I: Desvio da clavícula em relação à escápula até 25% maior que o outro lado;
- Tipo II: Desvio da clavícula em relação à escápula até 50% maior que o outro lado;
- Tipo III: Desvio da clavícula em relação à escápula de 50 a 100% maior que o outro lado;
- Tipo IV: Desvio posterior da clavícula (para trás) em relação à escápula (raro);
- Tipo V: Desvio da clavícula em relação à escápula de 100 a 300% maior que o outro lado;
- Tipo VI: Desvio inferior (para baixo) da clavícula em relação à escápula (muito raro).
Tratamento Cirúrgico
- O objetivo é reconstituir os ligamentos para que a clavícula “fique no lugar” de novo;
- São usados dispositivos metálicos que “prendem a clavícula na escápula”;
- Estes dispositivos são retirados em 6 a 8 semanas;
- Estes dispositivos protegem os ligamentos reconstruídos até que os mesmos cicatrizem.