Instabilidade Política e Constitucionalismo em Portugal
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Motivos de Instabilidade no Liberalismo Português
- Oposição à Constituição de 1822: Conflito entre absolutistas (D. Miguel e D. Carlota Joaquina) e liberais (D. João VI e D. Pedro).
- Golpes contrarrevolucionários: Instabilidade gerada pela Vila-Francada e pela Abrilada.
- Divergências liberais: Tensões entre vintistas e cartistas sobre modelos constitucionais.
- Usurpação de D. Miguel: Incumprimento da Carta Constitucional e restauração do absolutismo.
- Exílio dos liberais: Organização de expedições a partir do exterior para restaurar o liberalismo.
- Conjuntura externa: Apoio aos regimes absolutistas conforme o Congresso de Viena.
- Oposição das elites: Clero e nobreza descontentes com a abolição de privilégios senhoriais.
- Crise burguesa: Descontentamento devido aos impactos da independência do Brasil.
- Guerra Civil: Conflito direto entre as forças de D. Miguel e D. Pedro.
Comparação: Constituição de 1822 vs. Carta Constitucional de 1826
A Constituição de 1822 foi um diploma arrojado, elaborado pelas Cortes Constituintes. As suas principais deliberações foram:
- Direitos dos cidadãos: A Constituição visava manter a liberdade, segurança e propriedade. Contudo, o sufrágio não era universal, refletindo a composição das Cortes (magistrados, proprietários e comerciantes).
- Limitação do poder real: O rei detinha o poder executivo com direito de veto suspensivo. A soberania residia na Nação, abolindo o absolutismo.
- Fim da sociedade de ordens: A igualdade perante a lei eliminou os privilégios da nobreza e do clero, gerando forte oposição ao radicalismo vintista.