Integração Europeia em Portugal: Impactos e Evolução

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- A integração europeia e as suas implicações

A integração europeia e as suas implicações: a evolução económica. Desde finais dos anos setenta, Portugal enfrentou uma difícil crise económica, só ultrapassada com a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI). As dificuldades enfrentadas na época eram de vária ordem:

  • Alguma instabilidade política ao nível interno;
  • Inflação elevada;
  • Elevadas taxas de juro;
  • Desemprego;
  • Baixo desenvolvimento tecnológico;
  • Dinamismo empresarial afetado gravemente pelos efeitos da crise política pós-25 de Abril;
  • Dificuldades acentuadas nas comunicações entre regiões do país.

Desde a década de setenta, Portugal tinha iniciado um processo de aproximação à Comunidade Europeia. A adesão veio a realizar-se em 1986, tendo como efeito uma evolução benéfica do ponto de vista económico e social desde então.

Os efeitos fizeram-se sentir através de:

  • Afluxo de capitais através de fundos estruturais e de coesão;
  • Construção e modernização acelerada das vias de comunicação;
  • Modernização administrativa;
  • Melhorias das condições de vida e do exercício dos direitos de cidadania;
  • Aumento significativo dos investimentos externos;
  • Dinamismo empresarial;
  • Desenvolvimento pronunciado do setor terciário;
  • Melhorias acentuadas na balança comercial;
  • Descida do desemprego;
  • Subida dos salários, pensões e subsídios;
  • Aumento do consumo privado;
  • Estabilidade da moeda;
  • Convergência moderada de salários;
  • Redução da inflação;
  • Redução das taxas de juro e aumento dos investimentos;
  • Investimentos em novos países emergentes por parte de empresas nacionais.

Até ao final do século XX, a sociedade portuguesa sentiu os efeitos de profundas transformações em vários setores da vida económica:

  • Declínio acentuado das atividades agrícolas, aprofundando o défice dos abastecimentos;
  • Grande desenvolvimento do terciário com o aparecimento de novos bancos, companhias de seguros, centros comerciais, expansão de negócios na área dos audiovisuais, espetáculos e indústrias tecnológicas;
  • Perda de importância do setor transformador, químico, siderurgia, reparação naval e eletromecânicos;
  • Diversificação das exportações com o surgimento de novas atividades industriais de tecnologias inovadoras;
  • Crescimento das trocas comerciais com a União Europeia;
  • Grandes investimentos do Estado em comunicações.

Algumas dificuldades mantêm-se, persistindo problemas estruturais de difícil resolução:

  • Desigualdades sociais acentuadas;
  • Problemas sociais envolvendo minorias;
  • Choques petrolíferos que desequilibram e agravam a balança comercial;
  • Impacto das crises mundiais na economia interna;
  • Agravamento do desemprego e endividamento das famílias;
  • Concorrência de novas economias europeias acelera a crise da indústria nacional;
  • Envelhecimento da população;
  • Baixo nível de escolaridade que afeta a mão de obra;
  • Baixa formação profissional;
  • Desertificação progressiva do interior;
  • Impactos das vagas de imigração e emigração.

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