A Integração Social e Profissional da Pessoa com Deficiência
Enviado por Koshigawa e classificado em Formação e Orientação para o Emprego
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A Integração da Pessoa com Deficiência: Um Novo Olhar
Chegou a hora de analisar a problemática das pessoas com deficiência de maneira mais científica, focando na realidade social.
Um olhar recente sobre a questão da integração não implica negar a realidade existente, mas compreender que ela é complexa e envolve múltiplos aspectos.
Desafios da Integração
Segundo Glat (1995), o debate sobre a integração frequentemente se restringe a uma perspectiva reducionista: a ideia de que bastaria ensinar habilidades produtivas e garantir acesso a recursos comunitários para que a integração ocorresse automaticamente.
Para edificar uma sociedade mais justa, precisamos ter como norte a ideia de que cada indivíduo deve ser respeitado conforme suas necessidades e possibilidades.
O Mercado de Trabalho e a Inclusão
Muitos empresários acreditam que as pessoas com deficiência já estão inseridas na vida social. Por isso, negligenciam a abertura de vagas, a especialização profissional e o investimento em carreiras para esses indivíduos.
A conquista de uma vaga no mercado de trabalho não garante a integração social. O relacionamento entre colegas de trabalho costuma ser superficial, limitado às tarefas profissionais, sem um esforço genuíno para compreender os desafios pessoais enfrentados por essas pessoas.
“O que devemos enfatizar é que, se nos determos a examinar a integração dos portadores de deficiência sob o ponto de vista funcional, mesmo que possamos fabricar os mecanismos legais e educacionais de efetivação da proposta, chegaremos em nossa prática, no máximo, a uma inserção espacial ou integração física, como o que está ocorrendo nos países mais desenvolvidos.” (MANTOAN, 1997, p. 199)
A integração não deve ser vista apenas como uma política educacional, mas como um estudo contínuo das relações sociais entre pessoas com deficiência e a sociedade.
Rumo a uma Nova Perspectiva
Um novo olhar sobre essa população implica valorizar a diversidade. Essa mudança de visão por parte da sociedade é fundamental, pois não se pode criar uma lei que obrigue o afeto ou a aceitação.
- Vida em comunidade: A participação ativa é essencial para uma vida produtiva.
- Papel da sociedade: O processo de integração exige o desejo mútuo entre a sociedade e o indivíduo.
- Direitos fundamentais: Pessoas com deficiência devem ter acesso pleno a espaços, educação e oportunidades profissionais.
Portanto, a integração implica, sobretudo, uma mudança de enfoque. Devemos deixar de ver a pessoa com deficiência como um "objeto de análise" e reconhecê-la como um cidadão, consumidor e prestador de serviços. Somente assim a comunidade poderá auxiliar na quebra de barreiras físicas, afetivas e sociais que impedem o pleno exercício da cidadania.