Interpretação Ambiental: Conceitos, Princípios e Trilhas

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Interpretação Ambiental: Conceitos e Práticas

Definições fundamentais:

  • Interpretar: descrever, dar a uma coisa este ou aquele significado.
  • Intérprete: é aquele que traduz, é encarregado de declarar, de dar a conhecer as vontades e as intenções.

“Interpretação é uma atividade educativa que aspira revelar os significados e as relações existentes no ambiente, por meio de objetos originais, através de experimentos de primeira mão e meios ilustrativos, em vez de simplesmente comunicar informação literal.” (Freeman Tilden, 1957).

A interpretação ambiental refere-se a um conjunto de princípios e técnicas que visam estimular as pessoas para o entendimento do ambiente pela experiência prática direta.

Caracteriza-se pela informalidade e encantamento, pela provocação de estímulo, curiosidade e reflexão, pelo uso de interações, comparações e analogias com experiências reais, abordando temas relevantes em seus aspectos normalmente despercebidos e/ou aparentemente insignificantes.

É uma técnica didática, flexível e moldável a diferentes situações. Busca estabelecer os fenômenos da natureza para determinado público-alvo, em linguagem acessível, utilizando os mais variados meios auxiliares para tal. Desta forma, a interpretação ambiental satisfaz interesses especiais, níveis específicos e idades determinadas.

Um dos princípios básicos dentro da interpretação é que seu propósito principal não é a instrução (o ensino), mas sim o desafio, a provocação, estimulando a curiosidade e o interesse do visitante.

Enquanto subsídio imprescindível para as práticas de Educação Ambiental, os programas de interpretação encontram nas trilhas por entre paisagens naturais e construídas um modo para conscientizar, sensibilizar e desenvolver atitudes e condutas sob uma visão conservacionista, tomando como diretrizes básicas seus valores ecológico, científico, cultural, histórico, cênico, etc.

Modalidades de Trilhas:

  1. Trilhas guiadas: são trilhas conduzidas por um guia ou professor capacitado, que acompanha os visitantes ou alunos orientando-os a sentir, observar, apreciar, questionar e vivenciar a paisagem local, com base em temas desenvolvidos em paradas pré-estabelecidas. Os temas podem variar conforme os objetivos e a faixa etária do público-alvo.
  2. Trilhas autoguiadas: são trilhas que não exigem a presença de uma pessoa como guia ou professor. Com o auxílio de placas, painéis ou folhetos explicativos, os visitantes realizam pontos de parada com o objetivo de explorar a paisagem local.

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