Introdução ao Estudo da História e Evolução Humana
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História: estuda a vida dos homens em sociedade ao longo do tempo. Objetivo: compreender ações, desejos e motivações dos homens em diversas sociedades. Para Heródoto, o objetivo histórico é produzir um discurso ou relato verdadeiro dos fatos, separando-se dos mitos.
Fontes históricas: são todos os vestígios deixados pelas gerações passadas que podem ser analisados pelos historiadores para produzir conhecimento histórico. Documentos, monumentos e imagens servem como base para a construção do conhecimento histórico. Antigamente, só se consideravam fontes os documentos escritos, mas no século XX isso mudou: vestígios, mitos, lendas e relatos, tudo passou a ser fonte. Essa transformação possibilitou a ampliação do território do historiador e a abertura de novos campos de pesquisa.
Sujeito histórico: as transformações na sociedade são ocasionadas por eles, que podem ser tanto pessoas individuais quanto grupos coletivos. Antes, eram sujeitos apenas grandes personagens, como reis e generais, mas isso mudou; mulheres, pobres e operários também são sujeitos históricos.
O historiador, diferentemente do literato, não pode inventar os fatos, mas sim construir a sua narrativa baseada em documentos e em vestígios do passado, que conferem a legitimidade ao seu trabalho.
História oral: abordagem histórica que busca registrar a memória de pessoas e grupos sociais que não aparecem nos registros escritos, dando voz a sujeitos anônimos.
História das mentalidades: elege como objeto de estudo os comportamentos, as crenças, os valores, os sentimentos e os medos que caracterizam determinada sociedade numa época específica. As mentalidades estão associadas às atividades inconscientes, aos elementos culturais e de pensamento que fazem parte do cotidiano sem que os indivíduos os percebam.
Memória: relembrar aquilo que poderia ser esquecido, transmitindo o significado das experiências passadas às novas gerações por meio de mitos, relatórios, documentos e imagens.
Tempo: matéria-prima de que é feita a história.
- Calendários: sociedades racionais, tempo da natureza, agricultura, estações do ano.
- Relógio mecânico: sociedades pós-industriais, tempo da produção da máquina.
Períodos históricos: para facilitar a compreensão dos acontecimentos históricos, o historiador organiza e divide o tempo em períodos históricos.
Cristianismo: defende a ideia de que Deus é o criador de tudo aquilo que existe. Histórias ligadas a mitos ou crenças religiosas. No mundo ocidental, é baseado na tradição judaico-cristã.
Evolucionismo: surgiu a partir do século XVII com o desenvolvimento das ciências e a contestação das explicações religiosas sobre o funcionamento do mundo.
- Lyell: lançou a hipótese de que a Terra teria uma origem muito antiga; foi um dos primeiros a entender que o solo podia ser lido como um livro. Assim, o que era encontrado em camadas profundas era bem mais antigo do que se pensava.
- Darwin: sua tese é a de que a sobrevivência de uma espécie ocorria por um processo de seleção natural, no qual as espécies mais adaptadas às condições existentes em seus habitats seriam as mais bem-sucedidas. Defendia que o homem havia evoluído como os outros seres e que o ser humano e os macacos tinham uma origem comum.
Neolítico: fim da era glacial. Caracteriza-se pelo aumento e diversificação da cobertura vegetal e diminuição de recursos hídricos. É marcado pela introdução de mudanças técnicas importantes, como a fabricação de utensílios de pedra polida. Também é associado a transformações técnicas, sociais, econômicas e culturais que alteram o modo de vida.
Revolução Agrícola: desenvolvimento da agricultura, domesticação de animais, sedentarismo, produção de excedentes, especialização do trabalho, comércio, surgimento do Estado e metalurgia.