Introdução à Filosofia: História, Métodos e Pensadores

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A filosofia é a ciência pelas causas primeiras, pára resolver o problema da vida. Isto quer dizer que a solução do problema da vida é a finalidade última da filosofia, mas tal solução é unicamente possível através de uma metafísica. A filosofia é sumamente humana, prática; mas, ao mesmo tempo, sumamente especulativa, teorética. O problema da vida não tem solução a não ser através de um sistema da realidade.

A filosofia surgiu quando alguns gregos insatisfeitos com as explicações que a tradição lhes dera, começaram a buscar respostas. Ao buscar as respostas, a filosofia tenta explicar e conhecer as origens de suas tradições e costumes e o que é essencial. Tenta saber como certas coisas chegam ao mundo.

Período pré-socrátiço  ou cosmológico- a filosofia se ocupa fundamentalmente com a origem do mundo e as causas das transformações da natureza

Período socrátiço ou antropológico - a filosofia investiga as questões humanas e busca compreender qual é o lugar do homem no mundo.

Período sistemátiço - a filosofia busca reunir e sistematizar tudo o que foi pensado pela cosmologia e pelas investigações sobre a ação humana.

Período helenístico ou greco-romano – a filosofia se ocupa fundamentalmente com as questões da ética, do conhecimento humano e das relações entre o homem e a natureza e de ambos com Deus.

A filosofia tenta buscar sempre a origem do mundo, e sempre se proporcionou a questionar e a entender as transformações do ser humano e da natureza.

Platão- paixões. Platão aprofunda-lhe a teoria e procura determinar a relação entre o conceito e a realidade fazendo deste problema o ponto de partida da sua filosofia.

A ciência é objetiva; ao conhecimento certo deve corresponder a realidade. Orá, de um lado, os nossos conceitos são universais, necessários, imutáveis e eternos (Sócrates), do outro, tudo no mundo é individual, contingente e transitório (Heráclito). Deve, logo, existir, além do fenomenal, um outro mundo de realidades, objetivamente dotadas dos mesmos atributos dos conceitos subjetivos que as representam. Estas realidades chamam-se Idéias. As idéias não são, pois, no sentido platôNicó, representações intelectuais, formas abstratas do pensamento, são realidades objetivas, modelos e arquétipos eternos de que as coisas visíveis são cópias imperfeitas e fugazes. Assim a idéiá de homem é o homem abstrato perfeito e universal de que os indivíduos humanos são imitações transitórias e defeituosas.

Todas as idéias existem num mundo separado, o mundo dos inteligíveis, situado na esfera celeste. A certeza da sua existência funda-a Platão na necessidade de salvar o valor objetivo dos nossos conhecimentos e na importância de explicar os atributos do ente de Parmênides, sem, com ele, negar a existência do fieri. Tal a célebre teoria das idéias, alma de toda filosofia platônica, centro em torno do qual gravita todo o seu sistema.

Aristóteles- existências naturaisSegundo  -àAristóteles, a filosofia é essencialmente teorética: deve decifrar o enigma do universo, em face do qual a atitude inicial do espírito é o assombro do mistério. O seu problema fundamental é o problema do ser, não o problema da vida. O objeto próprio da filosofia, em que está a solução do seu problema, são as essências imutáveis e a razão última das coisas, isto é, o universal e o necessário, as formas e suas relações. Entretanto, as formas são imanentes na experiência, nos indivíduos, de que constituem a essência. A filosofia aristotélica é, portanto, conceptual como a de Platão mas parte da experiência; é dedutiva, mas o ponto de partida da dedução é tirado - mediante o intelecto da experiência.

Sócrates-à  buscava a verdade, mesmo tendo a sua verdade, ele sempre duvidava, aplicava o método da maiêutica, que era perguntas e respostas, sempre que alguém lhe perguntava algo ele respondia com outra pergunta, pára ter certeza. Era uma pessoa humilde, considerado o mais sábio da filosofia grega, seus discípulos eram Platão e Aristóteles, os quais deram continuidade ao seu trabalho, Sócrates não deixou nenhuma obra escrita. Sua frase mais comentada “só sei que nada sei” tenta explicar seu ponte de vista diante das coisas, pois antes mesmo dele perguntar algo pára alguém ele se auto perguntava “ se eu não como eles vão saber?” a mesma coisa ao responder sobre alguma coisa.

Método da maiêutica foi aplicado por Sócrates, pois ao ser questionado por algo ele respondia com perguntas também, esse método é de perguntas e respostas. Ele pensava que não sabiá nada, e ao responder com outra pergunta esperava que a pessoa que estava sendo questionada soubesse daí veio a famosa frase “só sei que nada sei”

A dedução consiste em partir de uma verdade já conhecida e que funciona como um princípio geral ao qual se subordinam todos os casos que serão demonstrados a partir dela. Na dedução parte-se de uma verdade já conhecida pára demonstrar que ela se aplica a todos os casos particulares iguais. Por isso também se diz que a dedução vai do geral ao particular ou do universal ao individual

A indução realiza um caminho exatamente inverso ao da dedução, com a indução, partimos de casos particulares iguais ou semelhantes e procuramos a lei geral e procuramos a lei geral, a definição geral ou teoria geral que explica e subordina todos esses casos particulares, a definição ou a teoria obtidos no final do percurso, e a razão também oferece conjuntos de regras precisas pára guiar a indução. Se Taís regras não forem respectivas, a indução será considerada falsa.

A abdução é uma espécie de intuição, mas que não se dá de uma só vez, indo passo a passo pára chegar a uma conclusão. A abdução é a busca de uma conclusão pela interpretação racional de sinais, de indícios, de signos.

O espírito de fineza  atende a realidade que se dá no imediato da experiência, intui e conhece o seu sentido.

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