A Era JK, Jânio Quadros e o Governo João Goulart

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Governo Juscelino Kubitschek (JK)

O governo de JK foi marcado por um grande desenvolvimento econômico, com uma política delineada pelo Plano de Metas, que tinha como lema: “Cinquenta anos de progresso em cinco de governo.”

A realização do Plano de Metas resultou na expansão e consolidação do "capitalismo associado ou dependente" brasileiro, pois o processo de industrialização ocorreu em torno de empresas estrangeiras (multinacionais). Estas empresas controlaram os setores-chave da economia nacional – maquinaria pesada, alumínio, setor automobilístico e construção naval – ocasionando a desnacionalização econômica.

A política econômica de JK acarretou um processo inflacionário, em razão da intensa emissão monetária, e a abertura ao capital estrangeiro resultou em remessas de lucros e royalties ao exterior. O período foi marcado, também, pela construção de Brasília e pela criação da Sudene (Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste).

A Era JK enfrentou crises políticas, incluindo duas tentativas de golpe: o levante de Jacareacanga e o de Aragarças. No final de seu governo, a dívida externa aumentou consideravelmente, levando o país a recorrer ao FMI.

Governo Jânio Quadros

Jânio Quadros assumiu a presidência em um contexto de grave crise financeira: inflação, dívida externa e déficit na balança de pagamentos. Para restabelecer o equilíbrio, realizou um reajuste cambial, restringiu créditos, incentivou exportações e congelou salários. Iniciou a apuração de denúncias de corrupção e nomeou uma comissão para limitar a remessa de lucros ao exterior.

No campo externo, buscou uma política independente: aproximou-se de países socialistas, restabeleceu relações com a União Soviética, enviou o vice-presidente à China e condecorou Ernesto “Che” Guevara. Tais atitudes preocuparam os Estados Unidos e a classe dominante nacional. Sem apoio político, Jânio renunciou em 25 de agosto de 1961, após sete meses de governo.

Governo João Goulart (Jango)

A renúncia de Jânio gerou uma crise política sobre a posse de seu vice, João Goulart. Visto pela elite e pelas Forças Armadas como um agitador com tendências comunistas, sua posse foi contestada. Para evitar um golpe, o Congresso aprovou o sistema parlamentarista em 02 de setembro de 1961, com Tancredo Neves como primeiro-ministro.

Após o fracasso do parlamentarismo, um plebiscito em 06/01/63 restaurou o presidencialismo. A segunda fase do governo Jango focou no Plano Trienal e nas Reformas de Base, que incluíam:

  • Reforma agrária;
  • Reforma eleitoral (voto aos analfabetos);
  • Reforma universitária;
  • Reforma financeira e administrativa.

O descontentamento aumentou após o comício na Central do Brasil (13/03/64), onde Jango radicalizou suas propostas. A reação conservadora culminou na Marcha da Família com Deus e pela Liberdade. Após uma revolta de marinheiros, o general Olympío Mourão Filho iniciou o movimento militar. Em 1º de abril de 1964, João Goulart foi deposto, encerrando o período democrático e iniciando a República Militar no Brasil.

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