Juventude e Minorias nas Décadas de 1960 e 1970

Classificado em História

Escrito em em português com um tamanho de 2,73 KB

Quais os problemas da juventude nas décadas de 1960 e 1970?

O crescimento da taxa de natalidade, que marcou o período após a 2ª Guerra Mundial (baby boom), refletiu-se num aumento da população jovem durante a década de 1960. O clima de insegurança vivido no período da Guerra Fria, a Guerra do Vietnã, as transformações provocadas pela sociedade de consumo, acompanhadas pelo abandono de muitos dos valores tradicionais, levaram os mais jovens a contestar os poderes instituídos.

Os movimentos juvenis, entre os quais se destacaram o movimento beatnik e o movimento hippie, compostos por grupos de jovens intelectuais oriundos das classes médias, contestavam os valores da sociedade de consumo e a violência. Esta contestação gerou um conflito de gerações que marcaria este período do século XX.

Nos países da Europa Ocidental e nos EUA, as manifestações de jovens e os movimentos de contestação tornaram-se frequentes. Os movimentos estudantis, como os de Maio de 1968 em França e mesmo em Portugal, assim como as manifestações de oposição à Guerra do Vietnã, nos EUA, foram exemplos desta contestação. Tratava-se de uma forma de luta que recusava a violência. Uma geração de homens e mulheres lutou pacificamente contra a sociedade de consumo, a violência e a guerra.

Qual era a situação das minorias?

Os “anos sessenta” ficaram marcados pelos princípios da sociedade da abundância e pela aplicação de medidas de proteção social pelos Estados. Contudo, os benefícios desta sociedade da abundância não chegaram a todos.

As desigualdades continuaram a existir. Nos EUA, imigrantes oriundos dos países mais pobres e minorias étnicas, tais como a comunidade negra e a comunidade oriunda da América Latina, viviam com grandes dificuldades. Sofriam por causa da pobreza, da discriminação e da segregação de que eram alvo. Os direitos destes grupos minoritários não eram reconhecidos e, obrigados a viver à margem da sociedade, foram muitas vezes perseguidos.

Movimentos, como o liderado por Martin Luther King (1929-1968), lutaram pacificamente contra esta discriminação. Este líder foi assassinado em 1968, mas o mundo nunca esqueceu as palavras com que começou um dos seus mais importantes discursos em defesa da igualdade: «I have a dream» («Eu tenho um sonho»). Esta expressão tornou-se um símbolo da luta contra as desigualdades.

O movimento feminista foi outra das faces da contestação dos “anos sessenta”. Através deste movimento, as mulheres reclamavam a igualdade dos seus direitos, profissionais e cívicos, face aos dos homens.

Entradas relacionadas: