Lei 4898
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HISTÓRIA DAS PARAOLIMPIADAS
Evolução dos esportes pára pessoas com deficiência
1888 – Berlim Alemanha: clubes esportivos pára surdos;
Por volta de 1920 - deficiência visual, especialmente a natação e o atletismo (No início como lazer e reabilitação) e 1922 – (Organização Mundial de Esportes pára Surdos-CISS – Jogos Silenciosos);
Pára pessoas com deficiências físicas - oficialmente se déu ao final da Segunda Guerra Mundial, quando os soldados voltaram pára os seus páíses de origem com vários tipos de mutilações e outras deficiências físicas;
Inicialmente apenas cadeirantes (cadeiras de madeira);
As primeiras modalidades tiveram origem na Inglaterra e nos Estados Unidos. Na Inglaterra, por iniciativa do médico Ludwig Guttmann (fugido da Alemanha por ser
Judeu (2º. Guerra)), indivíduos com lesão medular ou amputações de membros inferiores começaram a praticar jogos esportivos em um hospital em Stoke Mandeville (Centro Nacional de Lesionados Medulares de Stoke Mandeville;
Nos Estados Unidos, por iniciativa da PVA (Paralyzed Veterans of América), surgiram as primeiras equipes de basquetebol em cadeira de rodas e as primeiras competições de atletismo e natação. Tudo isto ocorreu entre 1944 e 1952;
1960 – primeira versão das Paraolimpíadas;
Primeira Paraolimpíadas: 23 páíses, 400 atletas e oito modalidades e 5.500 expectadores;
Atenas 2004: 4000 atletas e 19 modalidades (Arco e Flecha, Atletismo, Basquete em Cadeira de Rodas, Bocha, Ciclismo, Esgrima, Futebol de 5, Futebol de 7, Golbol, Halterofilismo, Hipismo, Judô, Natação, Rugbby em Cadeira de Rodas, Tiro, Tênis de Mesa, Tênis em Cadeira de Rodas, Vela e Voleibol), 123 páíses, 75.000 expectadores;
Pequin 2008 – 4500 atletas e e 20 modalidades Brasil 188 atletas, 145 páíses, 91.000 expectadores
Evolução dos tempos e marcas através dos tempos;
1948: Primeira competição pára atletas com deficiência (Stoke Mandeville) Olimpíadas de Londres (Movimento Internacional, hoje Movimento Paraolímpico);
A partir de Seul (1988) os Jogos Paraolímpicos são realizados na mesma cidade das Olimpíadas (logo após o término), utilizando os mesmos locais e estrutura;
Paraolimpíada de Atenas- 2004;
Pela primeira vez o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos também foi responsável pela organização dos Jogos Paraolímpicos;
Foram mais de 4.000 atletas disputando 19 modalidades: Arco e Flecha, Atletismo, Basquete em Cadeira de Rodas , Bocha, Ciclismo, Esgrima, Futebol de 5, Futebol de 7, Golbol, Halterofilismo, Hipismo, Judô, Natação, Rugbby em Cadeira de Rodas, Tiro, Tênis de Mesa, Tênis em Cadeira de Rodas, Vela e Voleibol;
Um número recorde de 2.000 profissionais de mídia déu cobertura aós Jogos;
Mais de 35.000 pessoas de todo o mundo ajudaram na organização, dentre as quais 15.000 voluntárias;
Os integrantes das delegações somaram cerca de 2.000 pessoas. Foram mais de 300 horas de cobertura televisiva. Por uma decisão do governo grego, os atletas paraolímpicos não tiveram de pagar qualquer taxa de participação;
Jogos Paraolímpicos de Pequim (2008):
20 modalidades: 148 páíses participantes; 4011 atletas;
Jogos Paraolímpicos de Londres(2012):
1º China - 95 ouros, 71 pratas e 65 bronzes (231)
2º Rússia - 36 ouros, 38 pratas e 28 bronzes (102)
3º Grã-Bretanha - 34 ouros, 43 pratas e 43 bronzes (120)
4º Ucrânia - 32 ouros, 24 pratas e 28 bronzes (84)
5º Austrália - 32 ouros, 23 pratas e 30 bronzes (85)
6º Estados Unidos - 31 ouros, 29 pratas, 38 bronzes (98)
7º Brasil - 21 ouros, 14 pratas e 8 bronzes (43)
Comparação do quadro de medalhas do Brasil
Londres-2012
21 ouros, 14 pratas e 8 bronzes (43 no total) --7º colocado
Pequim-2008
16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes (47 medalhas no total) --9º colocado
Atenas-2004
14 ouros, 12 pratas e 7 bronzes (33 medalhas no total) --14º colocado
Sydney-2000
6 ouros, 10 pratas e 6 bronzes (22 medalhas no total) --24º colocado
Atlanta-1996
2 ouros, 6 pratas e 13 bronzes (21 medalhas no total) --37º colocado
Barcelona-1992
3 ouros e 4 bronzes (7 medalhas no total) --32º colocado
Atuais Modalidades Paralímpicas
(22 modalidades)
Atletismo:
Pessoas com deficiência física e visual;
provas de pista e campo;
corridas, saltos e lançamentos;
Pentatlo e maratona
(IAAF – Federação Internacional
de Atletismo e COB no Brasil);
Basquetebol:
Pessoas com deficiência físico-motoras
(Ex: paraplégicos, amputados e seqüelas de poliomielite)
(IWBF – Fed. Int. De Basquete em
cadeiras de rodas e
Conf. Brás. De Basquetebol
em Cadeiras de Rodas);
Bocha:
PC que utilizam cadeiras de rodas (ANDE – Associação Nacional do Desporto pára Deficientes);
Ciclismo (masculino e feminino)
velódromo e rua;
amputados, PC, deficientes visuais,lesados medulares (cadeirantes) de ambos os sexos.
Pode ser individual ou por equipe (UCI – União Internacional de Ciclismo e no Brasil CBC);
Esgrima (espada, sabre e florete)
amputados, PC e cadeirantes, (Masculino e feminino) (FIE- Federação Internacional de Esgrimae no Brasil COB coordenação de esgrima;
Futebol de Cinco
cegos e deficientes visuaismasculinos;
CBDC/CBDV – Confederação Brasileirade Desportos pára Cegos/DV);
Futebol de Sete (masculino)
PC (CP-ISRA – Associação Internacionalde Esporte e Recreação pára Paralisados Cerebrais e no Brasil ANDE;
Goalball (masculino e feminino)
cegos e deficientes visuais (IBSA – Federação Internacional de Esportes pára Cegos e no Brasil CBDC);
Halterofilismo (Masculino e feminino)
PC e deficiência física em membros inferiores(COB – coordenação de Halterofilismo);
Hipismo - Adestramento
(Cavaleiros e Amazonas juntos – misto)- Deficiências físicas, mobilidade reduzida, Deficiência visual;
(CBH – Confederação Brasileira deHipismo);
Judô (masculino e feminino); atletas cegos e deficientes visuaisclasses B1, B2 e B3 IBSA - Federação Internacional de Esportes pára Cegos e no Brasil Confederação Brasileira de Judô (CBJ);
Natação (masculino e feminino) atletas com todos os tipos de deficiência física e visual (várias provas) IPC Swimming e Comitê Paraolímpico Brasileiro
(CPB)no Brasil;
Paracanoagem (Semelhantes asda canoagem olímpica)(Masc e Fem);
Atletas com deficiências físico-motoras ICF (Federação Internacional de Canoagem)é a entidade internacional responsável pelo esporte;
Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa); lasses (LTA, Tá, A) (Legs, Trunk and Arms)
Remo (Masculino e Feminino); deficientes físicos divididos em três grupos
FISA – Federação Internacional de Remos e Confederação Brasileira de Remo (CBR) no Brasil);
Rúgbi em Cadeira de Rodas
O rúgbi é um esporte pára atletas com quadriplegia;
Masc, Fem e equipes mistas;
O rúgbi foi um esporte de demonstração nos Jogos de Atlanta e foi incluído no programa dos Jogos de Sydney, em 2000.
Associação Brasileira de Rúgbi
em CD - (ABRC);
Tênis de Campo em Cadeira de Rodas
Cadeirantes (individual ou duplas); masculino e feminino Federação Internacional de Tênis em Cadeiras de Rodas (IWTF-ITF)
e no Brasil (CPB coordenação de Tênis);
Tênis de Mesa
Deficiente Físico;
Masculino e Feminino;
Cadeirantes ou em pé; individual ou duplas; ITTF – Federação Internacional de Tênis de Mesa e no Brasil CBTM.
Tiro esportivo (rifle e pistola); Federação Internacional de Tiro Esportivo (ISSF);
IPC – Comitê Paraolímpico Internacional e; no Brasil COB);
Tiro com Arco Tetraplégicos, paraplégicos, Amputados, cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida;
Comitê de Tiro com Arco do IPC; Brasil CBTarco – Confederação brasileira de Tiro com Arco;
Triatlo (Paratriatlo); A entidade internacional responsável: ITU (União Internacional de Triatlo, na sigla em inglês);
No Brasil: Confederação Brasileira de Triatlo (CBTri); Percurso de 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida, distância conhecida como Sprint Triatlo; amputados, cadeirantes, deficientes visuais, paraplégicos e paralisia cerebral, entre outros; (handcycle)
Vela (Iatismo); masculino e feminino; pessoas com deficiência locomotora ou visual IFDS – Federação Internacional de Iatismo pára Deficientes e
CBVA – Confederação Brasileira de Vela adaptada
Voleibol Sentado:
Masculino e Feminino; amputados, seqüelas de poliomelite e lesados medulares;
WOVB – Organização Mundial de Voleibol pára Deficientes e ABVP no Brasil;
Contribuições do Esporte Paralímpico pára o Processo de Aprendizagem, Inclusão e Valorização de todos
Pela falta de oportunidade pode ocorrer: pobreza de experiência motoras, sociais, emocionais e esportivas em crianças e jovens com deficiência;
deve ser promovida uma estimulação psicomotora pára assegurar uma base de desenvolvimento, pára depois se dar ênfase à iniciação esportiva em qualquer ambiente;
Por outro lado, deve-se reconhecer que muitas crianças e jovens com deficiência já apresentam plenas de prática esportiva, quando iniciam o processo de escolarização. Ou seja, cada caso é um caso.
Estimulação psicomotora
(a psicomotricidade é uma área do conhecimento que estuda, entre outros, o desenvolvimento das estruturas neurais e da cognição, e sua relação com o comportamento motor e emocional das pessoas, especialmente das crianças e dos jovens)
Deve ser usada pára favorecer os processos cognitivos dos alunos e outras condições fundamentais ao processo de inclusão e à valorização de suas pessoas pelo esporte paralímpico;
Exemplo de estimulação à cognição (Psicomotora):
Exercícios e práticas esportivas que estimulem a atenção e concentração (capacitar-se pára manterse atento por cada vez mais tempo e de selecionar entre estímulos secundários e principais);
A memorização (de brincadeiras, regras, seqüências motoras e melódicas, associação de músicas e movimentos);
Capacidade de tomar decisões adequadas;
A criatividade (os próprios alunos criando brincadeiras ou variando formas jogadas, táticas ou técnicas);
Ser capaz de selecionar entre estímulos importantes e secundários, como ocorre freqüentemente no basquete e no handebol, por exemplo;
Promover dinâmicas esportivas e de lazer procurando estimular a percepção e o prazer nas atividades físicas, passando-as a ver como um desafio que pode ser superado;
Proporcionar dinâmicas que favoreçam vencer o medo, bem como melhorar a coordenação motora, o equilíbrio;
Proporcionar a vivência de atividades de equilíbrio (estátiço, dinâmico e de materiais);
Estimular a melhora das percepções: tátil (texturas e temperaturas), auditiva, visual, discriminação de pesos, cores, tamanhos, etc.), da percepção espaço-temporal (perto, longe, devagar, rápidó, primeiro, último, em linha reta, em linha sinuosa, se aproximando, se afastando, etc.);
Favorecer a lateralidade com uso de formas jogadas e brincadeiras: em cima, embaixo, atrás, dentro, fora, à frente, ao lado, organizado numa certa seqüência, etc.);
Promover a oportunidade de vivenciar diversas formas de atividades, pára aprender a se comportar adequadamente, por exemplo com as seguintes ações de: passar e receber; proximidade e distância; tocar e ser tocado; ajudar e aceitar ajuda; participar ou esperar sua vez; desinibir-se; aprender a ser solidário; aprender a liderar e a seguir
instruções; sentir-se aceito; canalizar a agressividade; combater a depressão, a apatia e o medo; desenvolver a autoconfiança; reduzir a dependência e promover a
independência (física e na tomada de decisões), combater a introversão, sentir-se preparado pára também participar. Aprender a se empenhar, a valorizar-se, aprender a reconhecer seus potenciais e o das outras pessoas, bem como a ser responsável.
Melhorar a condição física, tanto sobre o ponto de vista muscular quanto cardiovascular.
Efeitos Positivos do Esporte Paralímpico pára as pessoas com Deficiência
Promove adaptações metabólicas positivas, quando adequadamente dosado e aplicado (ex.: aumento dos capilares disponíveis e de seu calibre, aumento do percentual de plasma sangüíneo, etc.);
Redução da freqüência cardíaca;
Menor produção e maior tolerância ao lactato;
Reduz a possibilidade de ocorrerem doenças relacionadas aós males do sedentarismo;
Inclusão social;
Melhora a qualidade de vida;
Efeitos psicológicos (conhecer-se como alguém capaz e não apenas como um portador de deficiências, melhor auto-aceitação e autoconfiança, maior motivação, etc.);
Aprimoramento técnico, tátiço e físico;
Saber valorizar-se e ser valorizado por sua família e pela comunidade, por exemplo, por representar suas associações, clubes, escolas, Estado ou Páís.
CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL
PRINCIPAIS ASPECTOS Pára DEFINIÇÃO DE SUA ELEGIBILIDADE
Consiste em uma categorização que o atleta recebe em função de seu volume de ação, ou seja, a capacidade de realizar movimentos, evidenciando as potencialidades dos resíduos musculares, de seqüelas de algum tipo de deficiência, bem como os músculos que não foram lesados.
Essa avaliação é feita através de teste de força muscular, teste de coordenação (realizado geralmente pára atletas com paralisia cerebral e desordens neuromotoras) e teste funcional (demonstração técnica do esporte realizado pelo atleta).
Os classificadores analisam o desempenho do atleta considerando os resultados obtidos nos testes.
OBS: As classificações são as mesmas pára ambos os sexos. Entretanto, os pesos dos implementos utilizados no arremesso de peso e nos dois tipos de lançamento (dardo e disco) são de acordo com a classe de cada atleta.
Como começou?
O primeiro tipo de classificação pára pessoas com deficiência física foi desenvolvido ainda no início do esporte pára deficientes, que ocorreu na Inglaterra, em 1944, por meio de médicos e especialistas da área de reabilitação.
Evolução
Com o número crescente de atletas, a melhora considerável da performance e os avanços tecnológicos, muitas modificações têm sido feitas na tentativa de realinhar o esporte de alto rendimento pára deficientes a uma classificação que acompanhe essa evolução.
O que temos nos dias de hoje
Conceitualmente, a classificação utilizada hoje na prática do desporto adaptado constitui-se em um favor de nivelamento entre os aspectos da capacidade física e competitiva, colocando as deficiências semelhantes em um grupo determinado. Isso permite oportunizar a competição entre indivíduos com várias seqüelas de deficiência, pois o sistema de classificação eficiente é o pré-requisito pára uma competição mais equiparada.
O Comitê Paralímpico Internacional reconhece cinco categorias de deficiência pára a participação em competições do IPC: paralisados cerebrais, deficientes visuais, atletas em cadeira de rodas, amputados e les autres.
Aqui no Páís
No Brasil, o método foi usado pela primeira vez em 1984, no campeonato de Basquete de Rodas (ABRADECAR). Na década de 90, com a introdução da classificação funcional no basquete, também foram propostas mudanças no atletismo.
Como Funciona a Classificação
Cada esporte determina seu próprio sistema de classificação, baseado nas habilidades funcionais, identificando as áreas chaves que afetam o desempenho pára a performance básica do esporte escolhido. A habilidade funcional necessária independe do nível de habilidade ou treinamento adquirido. Um atleta que compete em mais de um esporte recebe uma classificação diferenciada pára cada modalidade.
A equipe de classificação
Pode ser composta por três profissionais da área de Sáúde: médico, fisioterapeuta e um professor de Educação Física. A classificação é realizada em três estágios: médico, funcional e técnico.
Avaliação Médica
Na parte médica é feito um exame físico pára verificar exatamente a patologia do atleta bem como sua inabilidade que afeta a função muscular necessária pára um determinado movimento. As informações são descritas em fichas apropriadas e arquivadas no banco de dados do CPB.
Avaliação Funcional
Na avaliação funcional são realizados testes de força muscular, amplitude de movimento articular
, mensuração de membros, coordenação motora, evidenciando os resíduos musculares utilizados pára a performance na prova.
Avaliação Técnica
Por último vem a avaliação técnica que consiste na demonstração da prova realizada utilizando as adaptações necessárias. São observados os grupos musculares na realização do movimento, técnica utilizada, prótese e órtese utilizada.
Durante a competição, os classificadores poderão continuar observando os atletas. O objetivo é analisar todos os aspectos possíveis. O classificador poderá monitorar uma classificação durante vários eventos.
O amparo da legislação
CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA
Artigo 217: dispõe que “é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito de cada um”;
Artigo 227, que “é dever da ... Sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito ... à Sáúde, ... à educação, ao lazer ... à convivência familiar e comunitária ...”;
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
Lei n.º 9.394, de 20/12/1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que determina:
Artigo 27, que “os conteúdos curriculares da educação básica observarão, ainda, as seguintes diretrizes:
I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aós direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem democrática;
IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais;
Lei nº 10.793, de 1º de Dezembro de 2003
Altera a redação do Artigo 26, Parágrafo 3o, e do Artigo 92 da Lei 9.394, de 1996, estabelece:
Artigo 26, Parágrafo 3o, que “a Ed. Física, integrada à proposta pedagógica da escola é componente curricular obrigatório da educação básica ...”;
ESPORTE – Direito constitucional assegurado também no Est. Da criança e do adolescente e na LDB de 1996;
Estas Leis e dispositivos juridicos: obriga a inclusão, nos currículos dos cursos de formação de professores de Educação Física, assuntos relacionados a PCD considerando-se todos os níveis e graus do ensino, bem como nos currículos dos cursos de formação de bacharéis e Licenciados da área;
Importância das Leis
1. Assegurar a prática esportiva por crianças e jovens com deficiência;
2. Preceito legal: obrigatório o seu cumprimento por todos, sejamos juristas, membros do Conselho Nacional de Educação, membros do Ministério Público, profissionais da educação ou do esporte, pais, cidadãos, administradores de escolas, sejam elas municipais, estaduais, federais ou particulares;
3. Necessidade: qualificar professores de educação física pára o atendimento de qualidade a estas pessoas;
4. Disponibilizar material didátiço sobre o tema em questão, promover a oportunidade de participação em competições do esporte adaptado e paraolímpico;
5. Promover competições e campeonatos, provendo os diversos ambientes esportivos (quadras, pistas de atletismo, piscinas, ginásios, estádios, dojôs, etc.) das
necessárias condições de acessibilidade;
6. Disponibilizar material esportivo de qualidade e adequado sensibilizando a população sobre os direitos das pessoas com deficiência;
7. Despertar o potencial das pessoas com deficiência, tanto no âmbito esportivo quanto estudantil, social e pára o trabalho, etc.
Leis pára o esporte
1. Novo estatuto do Comitê Paraolímpico Brasileiro;
2. Lei-11438 – Lei de Incentivo Fiscal ao Esporte – Dispõe sobre incentivos e benefícios pára fomentar as atividades de caráter desportivo e dá outras providências;
3. Lei nº 10.891 de 09 de Julho de 2004 – Institui a Bolsa Atleta;
4. Lei Pelé – Institui normas gerais sobre desporto e dá outras providências;
5. Lei-Agnelo-Piva – Dispõe sobre a aplicação dos recursos financeiros referentes ao art. 9º e o inciso VI do art. 56 da Lei nº 9.615 de 24 de março de 1998 (Lei Pelé);
6. Resolução CNE nº 01 de 23 de dezembro de 2003, que aprova o Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
DEFINIÇÃO DE DEFICIÊNCIA
Deficiência
O Decreto n.º 3.298, de 20/12/1999, que regulamenta a lei n.º 7.853, de 24/12/1989, e dispõe sobre a Política Nacional pára a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção e dá outras providências, define deficiência como sendo:
“Toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, que gere incapacidade pára o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal pára o ser humano”.
No entanto, a Assembléiá Geral da Organização das Nações Unidas – ONU, da qual o Brasil é membro, com base na Resolução n.º 48 de 1996, definiu deficiência, como sendo:
“A perda ou limitação de oportunidades de participar da vida comunitária em condições de igualdade com as demais pessoas”.
Deficiência visual
Nas questões relativas à prática esportiva por pessoas com DV, é imprescindível fazer uma diferenciação entre alunos ou atletas que possuem DV congênita, adquirida precocemente daqueles que contraíram a deficiência visual tardiamente, após terém experiências esportivas próprias ou mesmo como espectadores;
Cegueira
O termo cegueira não é um conceito absoluto, reunindo situações de vários graus de visão residual, ainda que em níveis que dificultam seriamente a realização de tarefas da vida diária (vide, por exemplo, Rocha e Ribeiro-Gonçalves 1987, p.49).
Cegueira total: completa perda da visão ou “visão zero”. Ela também é denominada amaurose. Neste caso a visão corrigida no melhor olho é de 20/200 ou menos. (6m/60m)
Cegueira parcial: (também denominada de cegueira legal ou cegueira profissional) se refere à situação em que indivíduos com acuidade visual corrigida nos dois olhos (com
óculos/lentes de contato) igual ou inferior a 0.1, bem como aós portadores de campo visual tubular restrito a 20 graus ou menos. Pessoas que só percebem vultos, a curta distância, se enquadrariam no que se conceitua como “cegueira parcial”.
Deficiência Física
O Decreto n.º 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que regulamenta a lei n.º 7.853, de 24 de dezembro de 1989, e dispõe sobre a Política Nacional pára Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a deficiência física.
Deficiência Física
“uma alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, (...) membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades pára o desempenho de funções”.
Deficiência física e comportamento psicológico
JANZOWSKI et ÖSTERWITZ
“não existe obrigatoriamente nenhuma relação entre deficiência física e comprometimento psicológico, apesar de que, pelo menos no início do processo de reabilitação, a
ocorrência de uma deficiência poderia exercer o papel de desencadeador de uma depressão”.
Deficiência física:
Um desafio, que pode e deve ser vencido emocionalmente, pedagogicamente, e não uma catástrofe. Pára isto precisamos estar preparados pára melhor lidar com este tipo de aluno e sermos capazes de estimular a família a valorizá-los como pessoa humana, a investir na escolarização destas crianças, jovens e futuros adultos, já que só a educação poderá assegurar melhores condições de convívio social, renda, maior independência, amigos, reconhecimento pelo desenvolvimento de seus potenciais e compensação de suas limitações.
Paralisia cerebral (PC)
A paralisia cerebral é definida como sendo o resultado de um distúrbio do desenvolvimento cerebral ou de uma seqüela que acomete o cérebro durante as fases pré-natal, perinatal e pós-natal, sendo limitada sua ocorrência, por questões de definição teórica, até os primeiros anos de vida (pára diferenciar de outros comprometimentos do cérebro).
Paralisia cerebral (PC)
A paralisia cerebral designa um grupo específico de desordens motoras, que não são progressivas, não implicando, portanto, risco de piora do quadro clíNicó, desde que não haja abandono dos cuidados e tratamentos prescritos. (Formas espásticas (hipertônicas, muito citadas como espasticidade); Formas atáxicas; Formas discinéticas (atetose, coréa, balismo e distonia).