Liberalismo econômico, mercados e comércio internacional
Classificado em Economia
Escrito em em
português com um tamanho de 3,78 KB
Liberalismo econômico
Liberalismo econômico: Os princípios básicos foram desenvolvidos no final do século XVIII por um grupo de pensadores britânicos conhecido como a escola clássica. Adam Smith defendia a supremacia do indivíduo em relação a fazendas ou grupos organizados. Considerava a busca do interesse próprio como motor do desenvolvimento econômico. O interesse pessoal de cada indivíduo faz com que cada bem seja produzido na quantidade demandada. Os interesses são equilibrados no mercado pela "mão invisível", que ajusta preços, oferta e demanda, permitindo que o jogo econômico atinja um equilíbrio ótimo. Para os clássicos, o Estado deve manter-se fora da economia e eliminar protecionismos e barreiras que sejam obstáculos ao crescimento, argumento que também aparece em David Ricardo.
David Ricardo escreveu que o trabalho é uma mercadoria como outra qualquer e que, segundo sua análise, os salários tenderiam a não subir acima do mínimo essencial para a subsistência. Thomas Robert Malthus apontou que o crescimento populacional poderia desequilibrar a relação entre população e recursos existentes, agravando a qualidade de vida da maioria no capitalismo.
Pensadores clássicos
- Adam Smith — mercado autorregulado e a "mão invisível".
- David Ricardo — teoria do trabalho e defesa da remoção de barreiras ao comércio.
- Thomas Malthus — limites do crescimento populacional em relação aos recursos.
Mercados de capitais e trabalho
Mercados de capitais e trabalho: É um sistema em que os instrumentos de produção e os meios relacionados a eles são de propriedade privada e estão concentrados em parte da população (a burguesia), enquanto a outra parte (o proletariado) vende sua força de trabalho. Os assalariados dependem das ofertas de emprego e do nível salarial. Existem trabalhadores em atividades empresariais ou operacionais que realizam trabalhos exigentes e outras ofertas de emprego.
Os proprietários no sistema de livre iniciativa procuram maximizar os benefícios sobre sua propriedade, frequentemente perseguindo a redução dos salários na concorrência. Para que os assalariados conquistem maior quota de mercado, há pressões para redução de custos e preços por meio da adoção de técnicas mais produtivas, procurando que os custos salariais sejam os mais baixos possíveis.
Crises econômicas
Os desequilíbrios entre oferta e procura provocam crises periódicas. A crise de superprodução observada no século XIX mostrou que produtos não vendidos fazem os preços caírem, os lucros diminuírem e negócios fecharem, aumentando o desemprego. Em muitos casos, apenas grandes empresas com elevados recursos econômicos conseguem inovar para sobreviver, encontrar novos produtos, vendê-los a preços inferiores aos existentes e abrir novos mercados.
Protecionismo e livre comércio
Protecionismo e livre comércio: O livre comércio entende-se como a não intervenção do Estado no comércio internacional, permitindo a troca livre conforme a competitividade das empresas. A entrada no mercado internacional dos produtos britânicos, por sua maior qualidade ou menor preço, afetou o restante da Europa, e a concorrência da Grã-Bretanha impulsionou o crescimento de sua indústria.
O protecionismo defende, por sua vez, a imposição de tarifas sobre a entrada de produtos estrangeiros, com o objetivo de tornar sua importação menos rentável e proteger a produção interna. A liberdade do comércio favoreceu os mais competitivos e melhor posicionados no processo de industrialização.