A Linguagem Corporal: A Comunicação Além das Palavras

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O texto trata, como está explícito no título, sobre as diversas formas de se comunicar com o corpo. Os autores afirmam que, além da comunicação verbal, que é a mais conhecida, nós também nos comunicamos através do corpo. Quando se fala em comunicação corporal, vêm logo à mente expressões corporais que dizem alguma coisa, como seu estado de espírito, seu desejo, etc.

Nesse livro, eles mostram vários exemplos de comunicação corporal. Dentre elas, podemos destacar algumas, como, por exemplo, a forma de movimentar o corpo, podendo dar a indicação de medo ou insinuação. No caso de uma pessoa estar sentada e balançar as pernas, pode indicar nervosismo ou ansiedade; ou, se a pessoa fica olhando para os lados o tempo todo, pode mostrar que está nervosa, com medo ou à espera de alguém. Como podemos ver, são inúmeras as formas de se comunicar com o corpo.

Trinta e Rector analisam que a comunicação pode ser feita não somente com o corpo como um todo, mas sim em partes. Isso pode ser observado no caso do olhar: se uma pessoa te olha de lado, pode estar querendo dizer que está desconfiada, mas também pode estar se insinuando para você; mas, se te encara de frente, demonstra que está com segurança no assunto ou que está querendo te desafiar.

Têm várias outras formas de comunicação corporal que fazemos, mas simplesmente "passamos por cima" e não analisamos (ou percebemos) como sendo uma forma de comunicação. Por exemplo, ninguém ainda parou para pensar que a respiração é uma forma de se comunicar: se você chega perto de alguém e suspira, está indicando, dependendo da ocasião, que está apaixonado, mas também pode indicar que está cansado.

O modo de sentar à mesa, na hora das refeições, é uma forma de comunicar se teve ou não boa educação (ou a falta dela), se tem bons modos e até mesmo se é uma pessoa de posses ou não, dependendo apenas de como "tratar" o manuseio dos talheres.

Mas eles enfatizam que toda essa "comunicação" vai de encontro à cultura da pessoa. Essa cultura nos é passada de geração em geração, através de nossos pais, parentes, pessoas próximas e o meio social em que vivemos. Enfim, toda forma de comunicação, seja verbal ou não verbal, vai mudar dependendo da região. Um bom exemplo disso é: se alguém, aqui no Brasil, der um beijo na testa de outra pessoa, significa afeto (geralmente usado entre pais e filhos); mas, se isso é feito na Arábia Saudita, já tem um significado totalmente diferente, pois esse gesto é usado lá como um pedido de desculpas.

É importante o que eles analisam: que toda comunicação depende do estado de espírito da pessoa, bem como da educação que ela teve e do grau de afinidade entre as pessoas envolvidas. Quando os autores analisam a parte da cinésica, afirmam que a comunicação corporal tem símbolos, assim como a verbal, mas, na maioria dos casos, esses são involuntários, portanto, difíceis às vezes de entender, dando margem a más interpretações de alguns desses sinais.

Rector e Trinta concluem em seu livro que existem várias formas corporais de se comunicar:

  • Olhar e movimentos de cabeça;
  • As mãos, gestos e posições do corpo;
  • Movimentos do corpo e objetos manuseados;
  • Os ruídos, o olfato e o tato;
  • A forma de se vestir e as formas de pronunciar as palavras;
  • As manifestações psicofisiológicas;
  • A forma de ouvir, o beijo, o abraço e o paladar.

Muitos desses sinais podem ser tidos como involuntários, como dito anteriormente, mas, mesmo assim, não deixam de ser uma forma de comunicação.

Para ambos, o corpo consegue, na maioria das vezes, ser mais expressivo até mesmo do que a palavra. Todos podem se comunicar, seja dando a informação ou recebendo-a, e é assim que podemos, de certa forma, entender os outros, até mesmo sem falar propriamente. Tudo se dá através da comunicação e, agora, já sabemos que ela não é somente falada ou escrita. A comunicação, na análise dos escritores, é o princípio da vida.

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