Luvissolos e Planossolos: Características e Manejo Agrícola
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Luvissolos
Luvissolos são solos minerais não hidromórficos definidos pelo SiBCS (Embrapa, 2006) pela presença de horizonte subsuperficial diagnóstico textural (Bt) imediatamente abaixo de qualquer tipo de horizonte A (exceto A chernozêmico) ou sob horizonte E, apresentando argila de atividade alta e saturação por bases alta.
Estes solos variam de bem a imperfeitamente drenados, sendo normalmente pouco profundos (60 a 120 cm), com nítida diferenciação entre os horizontes A e Bt, devido ao contraste de textura, cor e/ou estrutura entre eles. Grande parte dos solos desta classe possui mudança textural abrupta (alto gradiente textural).
São moderadamente ácidos a ligeiramente alcalinos, com teores de alumínio extraível baixos ou nulos e presença, em quantidade variável mas expressiva, de argilominerais do tipo 2:1, indicando atividade alta da argila. Podem ou não apresentar pedregosidade na parte superficial e/ou caráter solódico ou sódico na parte subsuperficial.
Potencial e Limitações ao Uso Agrícola
A alta saturação por bases implica em alta fertilidade natural (eutróficos), conferindo grande potencial para o uso agrícola. Com relação às características físicas, apresentam normalmente boa permeabilidade. Nos relevos mais declivosos, os de menor profundidade apresentam limitações relacionadas à:
- Restrição à mecanização;
- Suscetibilidade aos processos erosivos.
Manejo
De acordo com suas limitações, o manejo adequado dos Luvissolos resume-se na adubação de acordo com a necessidade da cultura e, nas encostas, na utilização de práticas conservacionistas devido à suscetibilidade aos processos erosivos.
Planossolos: Cultivo de Arroz Irrigado
Os Planossolos ocorrem tipicamente em áreas de cotas baixas, planas a suave onduladas. São, geralmente, pouco profundos, com horizonte superficial de cores claras e textura arenosa ou média (leve), seguido de um horizonte B plânico (horizonte característico dos Planossolos), de textura média, argilosa ou muito argilosa, adensado, pouco permeável e com cores de redução.
Essa morfologia é decorrente de drenagem imperfeita e responsável pela formação de lençol suspenso temporário. Geralmente, apresentam:
- Alta CTC (Capacidade de Troca Catiônica);
- Elevada saturação por bases;
- Sorção de Na, com PST (percentagem de saturação total) entre 8 e 20% nos horizontes B ou C.
Ocorrem muitas vezes como componentes secundários em diversas áreas de Luvissolos.