Manejo de Pastagens e Importância das Plantas Forrageiras

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Qual a importância dos estudos voltados a plantas forrageiras ou de pastagens?

  • Redução da necessidade de concentrado, reduzindo o custo alimentar;
  • Redução da necessidade de alimentação conservada;
  • Necessidade de se ter um outro cultivo de pastagem em épocas que a pastagem nativa era comprometida.

Com o melhoramento das pastagens, conseguiu-se aumentar a taxa de lotação de animais, precisou-se usar menos suplementação, diminuiu o tempo de engorda, houve maior produtividade e intensificação da produção.

As pastagens bem manejadas apresentam um aumento no teor de carbono orgânico. Os campos do Sul do Brasil tiveram respostas positivas com o uso de fertilizantes em pastagens naturais, com matéria seca, verde residual, maior número de animais na mesma área e ganho de peso vivo. Todas essas conversões ocorrem quando o animal tem à sua disposição cerca de quatro a cinco vezes mais do que ele pode consumir por dia.

Fatores Abióticos e Ecossistema Pastoril

Fatores abióticos: plantas, animais, insetos e microrganismos são fatores que interferem no ecossistema pastoril. Incluem: fertilidade do solo, espécie forrageira, água, luz, temperatura, nutrientes e manejo da pastagem.

Nos sistemas ecopastoris, alguns fatores podem ser manejados: adubação, irrigação e intensidade de desfolha; e outros não: intensidade de radiação solar, temperaturas e precipitações.

Energia Solar Disponível

Apresenta baixa eficiência de utilização. Apenas 0,10% da radiação solar fotossinteticamente aproveitável é transformada em biomassa acima do solo e 0,004% a 0,008% é consumida via pastejo (seletividade, dejetos e rejeição).

Importância da energia solar:

  • 90% do peso seco das plantas advêm da direta assimilação fotossintética de carbono;
  • 10% do peso seco estão correlacionados aos minerais presentes no solo (fertilização).

Limites de Desfolha e Desenvolvimento

Até que ponto podemos retirar a parte aérea de uma planta forrageira sem comprometer o seu desenvolvimento?

Até o ponto onde a rebrota não fique comprometida e até quando o pasto tenha um alto valor nutritivo. É necessário avaliar as variáveis indicativas ideais do pastejo, tais como: quantidade de massa de forragem, número de folhas vivas por perfilho, disponibilidade de forragem, altura de pasto e IAF (Índice de Área Foliar).

Sistemas de Pastejo

Lotação contínua: Quando em uma pastagem sempre há animais pastando.

  • Desvantagens: Pastejo desuniforme (taxa de lotação), distribuição irregular de excrementos e menor capacidade de suporte.
  • Vantagens: Baixo custo, dieta de melhor qualidade, maior desempenho animal e pouca decisão de manejo. Para pastejo contínuo, usam-se áreas grandes e espécies de porte baixo.

Pastejo contínuo com taxa de lotação fixa? Animais fixos em uma mesma área. Desvantagens: Lotação contínua e taxa de lotação fixa.

Pastejo contínuo com taxa de lotação variável: Permite o controle da estrutura do pasto e ajuste no número de animais.

Fisiologia e Consumo

Repleção ruminal: É a expressão do tempo que o alimento permanece no rúmen sofrendo os efeitos físicos de passagem decorrentes da mastigação. Quanto mais FDN (Fibra em Detergente Neutro), mais tempo para degradar, o que está relacionado ao consumo voluntário. Quanto menor a porcentagem de FDN, maior o consumo voluntário.

Teoria quimiostática: À medida que se alimenta, o teor de carboidrato não fibroso gera um estímulo de ingestão de MS (Matéria Seca) com maior taxa de degradação ruminal e, consequentemente, liberação de energia.

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