Maquiavel e o Realismo Político: Virtù e Fortuna
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Maquiavel e o Realismo Político: Fazer as coisas ruins de uma vez e a bondade aos poucos. O príncipe tem que conquistar o poder e fazer de tudo para o manter. Verdade Efetiva: a realidade como ela é, não como deveria ser. A política deveria ser de uma maneira, porém não é. Não existe ordem natural e eterna; Maquiavel posiciona-se contra a Igreja (que acredita que o rei é um enviado de Deus).
Existem duas maneiras de ver Maquiavel: como um manual de como um príncipe deve governar e como um alerta sobre a maneira que o príncipe governa. A ordem serve para evitar a barbárie. Os seres humanos são:
- Malvados;
- Ingratos;
- Volúveis;
- Simuladores;
- Covardes ante o perigo;
- Ávidos pelo lucro.
A política serve para frear esses instintos, que são traços da natureza humana imutáveis. O príncipe deve ter características animais: a força do leão e a esperteza da raposa. A história é cíclica, tudo se repete; não tem como domesticar o ser humano. O poder político nasce da malignidade do ser humano; caso o ser humano fosse bom, não teria política.
Virtù e Fortuna: Fortuna é a sorte para conseguir as coisas; Virtù é a destreza e a inteligência.
Regra Metodológica: Analisar a sociedade como ela é e não como gostaria que fosse.
Relação Metafórica: Para um príncipe se manter no poder, ele precisa ter a força de um leão e a astúcia de uma raposa (leão para amedrontar; raposa pela agilidade).
Virtù e Fortuna: Fortuna representa a honra, a riqueza, a glória e o poder. Virtù representa a virilidade e a coragem. Assim, o homem que possuísse virtù no mais alto grau seria beneficiado com os presentes da cornucópia da fortuna. (E para possuir a Fortuna, tenho que ter Virtù).
Fazer as coisas ruins de uma vez e as coisas boas aos poucos. O príncipe deve conquistar o poder.
Ser temido e amado: O príncipe deve ter essas qualidades em determinados momentos para ter controle maior de seus povos. O príncipe deve estar acima da lei, da moral e da ética para governar. Deve ser temido, mas não odiado, porque o ódio causa a raiva do povo e, assim, ela pode te derrubar, como na Revolução Francesa.
Maquiavel não é contratualista.
Estado de Natureza: Batalha por algo por conta de não ter contrato social; sendo assim, o homem acha que pode fazer tudo.