Matrizes Epistemológicas na Psicologia Científica

Classificado em Psicologia e Sociologia

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Matriz Nomotética e Quantificadora

É a matriz que define a natureza dos objetivos e procedimentos de uma prática teórica, estabelecendo a psicologia como ciência natural.

Essa matriz orienta o pesquisador na busca pela ordem natural dos fenômenos psicológicos e comportamentais, por meio de classificações e leis gerais com caráter preditivo. A lógica experimental baseia-se em três operações: hipotetização, cálculo e mensuração.

  • Empirismo: Baseado em experiências sensoriais.
  • Racionalismo: Observação de fenômenos variados para extrair regularidades (ex: gravidade), partindo do campo empírico para o racional através da abstração.
  • Quantificação: Mensuração de frequências e intensidades.

Exemplos de aplicação:

  • Psicofísica: Mensuração a partir da intensidade física de estímulos.
  • Psicometria: Cálculo de capacidades mentais por meio de testes que estabelecem regularidades.

A matriz nomotética busca extrair conhecimento científico a partir da identificação de regularidades nos objetos observados, utilizando a construção de hipóteses formais, dedução de consequências, testes e pesquisas exploratórias.

Matriz Atomicista e Mecanicista

Esta matriz orienta o pesquisador na procura de relações deterministas ou probabilísticas, focando na análise dos fenômenos para identificar os elementos mínimos que os constituem.

Devido à sua rígida noção de causalidade, reduz a temporalidade a um processo mecânico de desdobramento das potencialidades de um estado inicial. Embora reduza a ambição de conhecimento, mantém o anti-historicismo mecanicista.

Em fenômenos que evoluem, observa-se uma causalidade circular, onde o efeito é causa de sua causa e a causa é efeito de seu efeito, mantendo-se na interação com suas consequências.

Matriz Funcionalista e Organicista

Esta matriz exerce uma influência poderosa sobre o pensamento psicológico, superando a atomista e mecanicista. Caracteriza-se por uma noção de causalidade funcional que recupera a teleologia, conferindo-lhe credibilidade científica.

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