Max Weber: Direito, Sociedade e Racionalidade
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A teoria de Max Weber tem como ponto principal a racionalidade, que acompanha a transição de um tipo de sociedade para outro. Num primeiro momento, a sociedade regia-se por normas religiosas ligadas à "magia" e a processos irracionais. A vida social era guiada por mitos, deuses, usos e costumes.
Contudo, com a Reforma Protestante, Weber analisou a relação entre religião e economia, observando que os países protestantes apresentaram maior desenvolvimento. Segundo o autor:
- A estrutura económica de uma sociedade é determinada pelo Direito;
- O Direito é influenciado pela estrutura económica;
- Existe uma relação dialética entre ideologia, economia e Direito.
O Capitalismo e a Segurança Jurídica
Com o desenvolvimento do capitalismo, tornou-se necessária a presença de um Direito regulador para garantir segurança jurídica. Weber afirma: “O domínio universal de uma formação social assente no mercado exige um funcionamento do Direito com base em regras racionais”.
Desta forma, o Direito evoluiu de um modelo magicamente irracional para um sistema lógico, dedutivo e sistematizado, característico da sociedade moderna.
O Desencantamento do Mundo
A sociedade moderna caracteriza-se pela ênfase no conhecimento técnico-científico, profissionalização e mérito. Este processo de racionalização é denominado por Weber como “Desencantamento do Mundo” e “Desmistificação da Realidade”, onde a compreensão social migra dos dogmas para a razão e a ciência.
O Papel do Direito na Racionalização
O Direito assume um papel central neste processo. Anteriormente aplicado por “profetas jurídicos” que buscavam soluções místicas, o Direito moderno adquiriu complexidade e tecnicidade, exigindo especialistas treinados. A adoção de soluções racionais permite que o Direito seja moldado conforme finalidades práticas, perdendo a sua essência mística original.