Mecânica Ventilatória: Controle e Processos Respiratórios
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Mecânica Ventilatória
A ventilação pulmonar é regulada pelos centros respiratórios localizados na formação reticular do bulbo (grupo respiratório dorsal, responsável principalmente pela inspiração, e grupo respiratório ventral, responsável principalmente pela expiração) e da ponte (centro pneumotáxico, que cuida essencialmente da frequência e volume respiratório corrente, e centro apneústico, que atua de forma oposta ao centro pneumotáxico).
Durante a inspiração, caso o centro pneumotáxico envie sinais fracos para o grupo respiratório dorsal, o tempo de inspiração será maior, visto que a inspiração ocorre em rampa e não é constante. Do contrário, a expansão pulmonar será reduzida, aumentando assim a frequência respiratória. O centro apneústico, por sua vez, funciona de forma contrária.
A partir do centro respiratório, partem neurônios através da medula espinhal que fazem sinapse com neurônios motores, estimulando-os ou inibindo-os. Além disso, através do trato corticoespinhal, neurônios também atuam na respiração consciente.
Processos de Expansão Pulmonar
Através da porção ventral da medula partem o nervo frênico e os nervos intercostais:
- Nervo frênico: atua na transmissão de potenciais de ação para o músculo diafragma, ocasionando sua contração com consequente aumento do volume pulmonar (expansão devido à presença de pressão negativa entre as pleuras parietal e visceral; com a contração, a pleura parietal é puxada, reduzindo ainda mais a pressão transpleural, o que ocasiona a redução da pressão alveolar e entrada de ar nos pulmões).
- Nervos intercostais: ocasionam a contração do músculo intercostal externo, aumentando o diâmetro anteroposterior da cavidade torácica.
Durante a expiração, esses nervos são inibidos e, passivamente, o diafragma relaxa, bem como os músculos intercostais internos, ocasionando a volta do pulmão ao seu volume de repouso. Concomitantemente, os músculos abdominais podem atuar ativamente no processo de expiração: através da sua contração, as vísceras são pressionadas, diminuindo o volume da cavidade abdominal, o que empurra o diafragma.
Vale ressaltar que a presença de surfactante no interior dos alvéolos diminui a tensão superficial causada pelas moléculas de H₂O, o que proporciona uma maior facilidade de expansão alveolar, facilitando a respiração.