Memorial do Convento: Capítulos IV, V e VI

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IV- Baltasar regressa a Lisboa, vindo da guerra, onde perdeu a mão esquerda numa batalha contra Espanha, para decidir a quem pertence o trono espanhol. Ao voltar a Lisboa, traz consigo os ferros que mandara fazer para substituir a mão decepada. A caminho de Lisboa, Baltasar mata um dos dois homens que o tentaram assaltar.

Não sabia se ficaria em Lisboa ou se seguiria para Mafra, onde estavam os seus pais. Enquanto não se decide, vagueia pelas ruas da capital, onde conhece João Elvas, que também fora soldado, com quem passa a noite junto de outros mendigos, num telheiro abandonado. Antes de dormirem, todos contaram histórias de assassinatos e mortes que ocorreram na cidade e compararam com mortes que alguns presenciaram na guerra.

V- D. Maria Ana Josefa está de luto pela morte do seu irmão José, imperador da Áustria. Apesar de o rei ter declarado luto, a cidade está alegre, pois vai haver um Auto-de-Fé. É domingo e os moradores gostam de ver as torturas impostas aos condenados. A família real não irá participar na festa, mas jantará na sede da Inquisição.

Nas ruas, o povo furioso grita insultos aos condenados. Entre este mar de gente encontra-se Sebastiana Maria de Jesus, mãe de Blimunda. Ela imaginava que a filha estaria também, como ela, condenada ao degredo, em Angola. Acaba por ver a filha entre as pessoas que assistem à procissão, mas sabe que não lhe poderá falar. Porém, comunica com a filha por pensamento. Blimunda, acompanhada pelo padre Bartolomeu Lourenço, fica a saber que atrás de si está um homem que poderá ser o seu companheiro, a quem ela se dirige para lhe perguntar o nome, sendo este Baltasar.

Voltando a sua casa, Blimunda leva consigo o padre e o recém-conhecido, onde jantam. Antes de sair, o padre deu a bênção a tudo o que cercava a casa. Blimunda convida Baltasar a ficar a morar na sua casa, pelo menos até que este voltasse para Mafra. Deitaram-se; Blimunda era virgem e entrega-se a ele. Com o sangue escorrido, desenhou uma cruz no peito de Baltasar. No dia seguinte, ao acordar, Blimunda, sem abrir os olhos, come um pedaço de pão e promete a Baltasar que nunca o olharia por dentro, porque ela consegue ver o interior das pessoas quando está em jejum.

VI- No decorrer do capítulo, Baltasar fala com o padre Bartolomeu Lourenço, e Bartolomeu diz que um dia conseguirá voar. Argumenta que o Homem primeiro tropeça, depois anda, depois corre e um dia voará. Baltasar diz que para o homem voar tem de nascer com asas. Bartolomeu diz a Baltasar que é pecado andar a dormir com Blimunda sem serem casados. Depois, os dois vão para São Sebastião da Pedreira (Lisboa) para verem a máquina que Bartolomeu inventou, chamada Passarola, e explica como a tenciona fazer voar. Bartolomeu pede a Baltasar para o ajudar na construção da máquina. Este mostra-se receoso, mas depois de Bartolomeu dizer que o facto de ser maneta não tem importância, aceita.

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