Mercantilismo, Absolutismo e a Arte Barroca em Portugal
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A Mercantilização da Vida Económica
A agricultura era a principal atividade económica. Havia necessidade de produtos como tecidos, ferramentas, calçado, etc. Esta necessidade levou ao desenvolvimento das manufaturas.
O Mercantilismo
A mercantilização do mundo rural foi mais notória em França, Inglaterra e Holanda. O mercantilismo é uma doutrina económica que defendia que a principal riqueza do Estado residia na maior quantidade de metais preciosos que este detinha.
Estratégias:
- Desenvolvimento da indústria manufatureira para evitar a compra de produtos ao estrangeiro;
- Desenvolvimento do comércio internacional;
- Implementação de uma política de protecionismo, aumentando os impostos sobre as importações e diminuindo sobre as exportações.
Caracterização da Economia Portuguesa no Século XVII
A agricultura era pouco produtiva: eram utilizadas técnicas e instrumentos pouco rentáveis; a maior parte das terras pertencia ao rei ou à nobreza, que não sabiam aproveitá-las da melhor maneira. Já as cidades apresentavam maior prosperidade (dinamismo urbano). O tráfico de escravos e a economia açucareira fizeram crescer o comércio triangular português.
Na segunda metade do século, Portugal atravessou uma crise. Motivos:
- Guerras da Restauração da Independência com Espanha, que implicavam muitos custos e levavam ao aumento dos impostos;
- Quebra do comércio do açúcar e tabaco do Brasil provocada pela concorrência;
- Diminuição das exportações de vinho e de sal produzidos em Portugal.
Medidas do Conde da Ericeira:
- Criação de novas manufaturas e apoio às já existentes;
- Publicação de Pragmáticas (leis que proibiam a importação ou uso de alguns produtos);
- Atribuição de empréstimos a investidores estrangeiros que quisessem instalar as suas fábricas em Portugal.
A Falência das Medidas Mercantilistas
Houve descontentamento com as pragmáticas, gerando quebras nas vendas de vinho do Porto. Isto culminou no Tratado de Methuen (1703): os lanifícios ingleses podiam entrar em Portugal sem restrições; em contrapartida, os ingleses baixavam as taxas alfandegárias ao vinho do Porto, tornando-o mais barato no mercado britânico. Isto estimulou a produção de vinho e levou ao abandono da política manufatureira.
Outras razões para a falência: ressurgimento do comércio colonial (tabaco e açúcar) e a descoberta de minas de ouro no Brasil.
A Sociedade de Ordens
A sociedade era hierarquizada, estratificada e com fraca mobilidade:
- Clero: responsável pelo culto, ensino e assistência;
- Nobreza: funções militares, políticas e administrativas;
- Terceiro Estado: não tinha privilégios, pagava impostos e assegurava as atividades produtivas.
O Absolutismo
Regime político baseado na ideia do direito divino dos reis. O rei concentrava em si todos os poderes e todos os grupos sociais estavam subjugados ao seu poder. Reis de destaque: D. Pedro II e D. João V.
A Mentalidade e a Arte Barroca
O Barroco (origem na Itália) surgiu da necessidade de combater o protestantismo, do desejo dos reis exibirem o seu poder e riqueza, e de um clima de insegurança e medo.
Características da Arte Barroca: gosto pelo movimento, pelo espetacular e pela emoção; curvas e contracurvas; ornamentação excessiva; contraste de cores (luz e sombra); sensualidade das formas e o "horror do vazio".
Arquitetura Barroca: Grandiosidade e riqueza na decoração; ideia de movimento. Exemplos:
- Nicolau Nasoni: Torre dos Clérigos, Palácio do Freixo;
- Ludovice: Palácio-Convento de Mafra;
- Biblioteca da Universidade de Coimbra;
- Aqueduto das Águas Livres.
Escultura e Pintura Barrocas: Marcadas pelo dramatismo e pela emoção.