Mesopotâmia e Egito: Urbanismo e Arquitetura na Antiguidade
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Mesopotâmia
- Geografia: Planície banhada pelos rios Tigre e Eufrates.
- Economia e Administração: Obtém rendimentos da parte das terras comuns e administra estas riquezas, acumulando as provisões alimentares para toda a população, fabricando ou importando os utensílios de pedra e de metal para o trabalho e para a guerra.
- Infraestrutura: Os canais que distribuem a água nas terras melhoradas permitem o transporte para toda a parte; os muros circundantes delimitam a área da cidade e defendem-na dos inimigos. As obras e as casas das pessoas comuns são construídas de tijolos e de argila.
- Cidades Sumerianas: Já são muito grandes e abrigam várias dezenas de milhares de habitantes. São circundadas por um muro e um fosso, que as defendem e excluem o ambiente aberto natural do ambiente fechado da cidade.
- Transformação da Paisagem: O campo em torno é transformado pelo homem: em vez de campos e deserto, há uma paisagem artificial de campos, pastagens e pomares, percorrida pelos canais de irrigação.
- Arquitetura Urbana: Na cidade, os templos distinguem-se das casas comuns pelo seu volume maior e mais elevado. O terreno da cidade já é dividido em propriedades individuais entre os cidadãos.
- Conflitos e Unificação: Até meados do milênio III a.C., as cidades da Mesopotâmia formam estados independentes que lutam para repartir a planície irrigada pelos dois rios. Estes conflitos limitam o desenvolvimento econômico, terminando apenas quando o chefe de uma cidade adquire tal poder que impõe o seu domínio sobre toda a região.
- Grandes Impérios: O primeiro fundador de um império estável é Sargão de Acade. Mais tarde, a tentativa é repetida pelos reis sumérios de Ur, por Hamurabi da Babilônia, pelos reis assírios e persas.
- Evolução Urbana: Fundação de novas cidades residenciais, onde a estrutura dominante não é o templo, mas o palácio do rei (cidade-palácio) e, mais tarde, o palácio-cidade dos reis persas Pasárgada e Persépolis.
- Metrópoles: A ampliação de algumas cidades que se tornaram capitais do império concentrou não só o poder político, mas também os tráficos comerciais. Nínive e Babilônia são as primeiras supercidades, as metrópoles de dimensões comparadas às modernas.
Egito
- Arqueologia e Urbanismo: A origem da civilização urbana não pode ser estudada como na Mesopotâmia; os estabelecimentos mais antigos foram eliminados pelas cheias anuais do Nilo. As grandes cidades mais recentes, como Mênfis e Tebas, caracterizam-se por monumentos de pedra, túmulos e templos, não pelas casas e pelos palácios nivelados sob os campos e habitações modernas.
- Formação: A documentação arqueológica revela a civilização egípcia já plenamente formada depois da unificação do país, no final do IV milênio a.C.
- O Poder do Faraó: O faraó tem o domínio sobre o país inteiro e recebe um excedente de produtos bem maior do que o dos sacerdotes asiáticos. Com estes produtos, ele constrói as obras públicas, as cidades, os templos dos deuses locais e nacionais, mas sobretudo o seu túmulo monumental, que simboliza a sua sobrevivência além da morte e garante, com a conservação do seu corpo, a continuação do seu poder.
- Monumentalidade: No III milênio, à medida que o Egito se torna mais populoso e mais rico, estes túmulos aumentam de imponência. A pirâmide quadrangular mede 225m x 150m de altura; a maior é a de Quéops, da quarta dinastia, que exigiu o trabalho de 100.000 pessoas durante 20 anos.
- Mênfis: Menés, o primeiro faraó, funda a cidade de Mênfis nas proximidades do vértice do delta e cerca-a com um muro branco. A relação entre estes monumentos colossais e os locais de habitação dos vivos é bastante diferente da relação entre o templo e a cidade da Mesopotâmia.
- Cidade Divina vs. Humana: No Egito, os monumentos não formam o centro da cidade, mas são dispostos como uma cidade independente, divina e eterna, que domina e torna insignificante a cidade transitória dos homens.
- Construção e Simbolismo: A cidade divina é construída de pedra para permanecer imutável durante o curso do tempo, povoada de formas geométricas simples ou estátuas gigantescas como a Grande Esfinge. As pirâmides são constituídas de tijolos.
- Evolução e Crise: A cidade divina é uma cópia fiel da cidade humana. A economia entrou em crise no III milênio e as duas cidades tendem a unir-se numa única.
- Tebas: A capital do Médio Império, Tebas, está dividida no povoado da margem direita do Nilo e a necrópole nos vales da margem esquerda.
- Unificação do Oriente Médio: Do VI ao IV séc. a.C., todo o Oriente Médio é unificado no Império Persa. Na residência monumental dos reis persas, os modelos arquitetônicos dos vários países do império são combinados entre si dentro de um rígido esquema cerimonial.