A Metafísica de Descartes: Deus e as Substâncias
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A Metafísica de Descartes: A Substância Infinita (Deus)
A questão conduz à prova da existência de Deus, um ser infinito que deve ser eterno. Existem duas provas principais:
1. A Ideia de Infinito
A ideia de infinito é inata. Toda ideia possui uma causa que deve ser, no mínimo, tão perfeita quanto a própria ideia. As opções para a causa dessa ideia são:
- O Cogito (meu próprio eu): Rejeitado por ser falível.
- A natureza: Rejeitada por ser ilógica através dos sentidos.
- Deus: O ser infinito e necessário que transmite a ideia à minha mente.
2. O Argumento Ontológico
A essência de Deus implica necessariamente a sua existência. Partimos da premissa de que Deus é o ser mais perfeito que pode ser pensado; logo, negar a sua existência seria uma contradição. Este é o argumento de Santo Anselmo adaptado por Descartes.
Ideias Inatas
Baseadas no idealismo filosófico, as ideias inatas são verdades evidentes e claras presentes no entendimento. São elas:
- Res Cogitans (Substância Pensante): O atributo é o pensamento.
- Deus (Res Infinita): Ideia inata que justifica o padrão de evidência. Deus é a causa da nossa existência e garante que, quando a mente concebe uma ideia clara, ela corresponde a algo real.
- Res Extensa (Substância Extensa): Refere-se à extensão e magnitude dos corpos.
Qualidades dos Corpos
- Qualidades Primárias: Extensão, mobilidade e dimensão (objetivas).
- Qualidades Secundárias: Cor, cheiro e som (subjetivas).
A Comunicação das Substâncias
Substância é tudo o que não depende de outra coisa para existir. Apenas Deus é substância infinita; as outras duas são criadas: res cogitans e res extensa.
Embora não haja relação causal direta entre alma e corpo, o homem é formado pela união de ambas. Essa comunicação ocorre através da glândula pineal, que atua como intermediária entre o espiritual e o físico, permitindo a interação em ambos os sentidos.