Métodos Científicos: Indutivo vs. Hipotético-Dedutivo

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Método Indutivo

O método indutivo é um processo mental que, para chegar ao conhecimento ou à demonstração da verdade, parte de factos particulares e comprovados para tirar uma conclusão genérica. Consiste em estabelecer uma verdade universal.

Neste método, parte-se da observação dos factos ou fenómenos cujas causas se deseja conhecer. A seguir, procura-se compará-los com a finalidade de descobrir as relações existentes entre eles. Por fim, procede-se à generalização com base na relação verificada entre os factos ou fenómenos.

Este método é criticado por Hume, pois ele argumenta que o passado não fornece qualquer espécie de pista para o que acontecerá no futuro. Este método tem como base o critério da verificabilidade, em que os neopositivistas consideravam a verificação e a confirmação experimentais como o critério para distinguir o que é científico do que não é. Por princípio da verificabilidade, deve entender-se, portanto, o princípio segundo o qual uma proposição só tem sentido se for, à partida, empiricamente verificável.

Método Hipotético-Dedutivo

O método hipotético-dedutivo consiste na construção de conjecturas baseadas em hipóteses. Este método pode ser dividido em três etapas fundamentais:

  • Formulação da hipótese ou conjectura: Uma atividade criativa do cientista, associada à intuição e à imaginação. A hipótese não surge indutivamente da observação, mas resulta de um raciocínio abdutivo.
  • Dedução das consequências: Após a formulação da hipótese, são deduzidas as suas principais consequências.
  • Experimentação: A hipótese é testada e confrontada com a experiência.

Os resultados da experimentação podem confirmar a hipótese ou invalidá-la. Se for validada pela experiência, pode adquirir o estatuto de lei científica; se não for validada, a hipótese inicial terá de ser abandonada ou reformulada.

Este método segue o critério da falsificabilidade: a experiência é usada com o propósito de testar a resistência da hipótese à sua falsificação. Popper entende o teste experimental como a procura de fenómenos que possam infirmar a hipótese. Assim, a teoria científica é válida enquanto resistir à tentativa de ser falsificada empiricamente, sendo tanto mais forte quanto mais resistir.

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