Moçambique: História, Cultura e Lusofonia

Classificado em Língua e literatura

Escrito em em com um tamanho de 2,84 KB

Moçambique é um país pertencente ao conjunto de países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Todos eles fazem parte da lusofonia e têm como língua oficial o português. Moçambique, oficialmente República de Moçambique, está localizado na costa oriental da África. O seu nome deriva de um comerciante árabe, Mussa Bim Bique, que morou na primeira capital do país chamada Ilha de Moçambique.

A sua capital atual é Maputo e tem uma população de 30,33 milhões de habitantes, dos quais 50% estão abaixo dos 50 anos. A sua economia baseia-se na exportação de carbono, petróleo e gás, o que faz com que seja uma das maiores economias de crescimento do mundo. O país foi colonizado por cerca de quatro séculos, e não foi até 1975 que obteve a sua independência. Esta situação deu lugar à grande diversidade étnica e linguística em Moçambique. Falam-se aproximadamente entre 33 e 42 línguas, das quais a que tem mais falantes é o português. As línguas bantas variam segundo a região, por exemplo: no Norte fala-se emakhuwa; no centro, sena; e no Sul, tshuá. Quanto à composição étnica, 97,8% da população é composta por povos bantos.

Moçambique é um estado laico, porém tem uma grande diversidade religiosa. As religiões maioritárias são a cristã e as crenças nativas, mas também existe uma importante minoria islâmica. A cultura moçambicana é muito rica. Em relação à música, há um instrumento muito típico chamado 'Timbila' (Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade desde 2005). Cada interpretação inclui um canto, acompanhado de dançarinos. Estes textos, cheios de humor e sarcasmo, refletem questões sociais contemporâneas (crônica dos acontecimentos da comunidade). Entre as caras conhecidas do país, não devem ficar de fora cantores como a Neyma e o Mr. Bow.

Outro aspecto da cultura é a literatura, a qual reflete a história, cultura e sociedade do país. Além disso, é marcada pela luta contra o colonialismo e a procura de identidade nacional. Entre os autores, destacam-se Mia Couto, escritor e jornalista moçambicano de fama mundial que, além de traduções, publica obras com diversos formatos: contos, poemas, crônicas e romances. Além dele, a escritora Paulina Chiziane, que foi a primeira mulher africana galardoada com o Prêmio Camões. Vale a pena mencionar que aprendeu o português como língua secundária, já que a sua língua nativa é o dialeto chope.

Entradas relacionadas: