Modelo assistencial em saúde desafios e perspectivas

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MODELO ASSISTENCIAL EM SáÚDE OU

MODELO DE ATENÇÃO À SáÚDE

CONCEITO 1

• É a forma Como são organizadas e combinadas, numa determinada sociedade, as diversas Ações de serviços de Sáúde.

CONCEITO 2

• Forma de Organização e articulação entre os diversos recursos físicos, tecnológicos e Humanos disponíveis, objetivando enfrentar e resolver os problemas de Sáúde Vigentes numa

coletividade.

CONCEITO 3

• Conjunto De ações e serviços, bem como a forma de sua organização e oferta, pára Proporcionar atenção à Sáúde da população

MODELO BIOMÉDICO: Centrado no médico (medicocentrado) – não valoriza capacidade de outros profissionais resolverem Problemas de Sáúde de forma autônoma.

Produção da Sáúde centrado em três insumos: Conhecimento especializado, medicamentos, e instrumentos (exames).

Hospitalocêntrico – supervalorização do Papel dos hospitais e clínicas pára a resolução dos

problemas de Sáúde.

MODELO BIOMÉDICO:Centrado no médico (medicocentrado) – não valoriza capacidade de outros profissionais resolverem Problemas de Sáúde de forma autônoma. Produção da Sáúde centrado em três Insumos: Conhecimento especializado, medicamentos, e instrumentos (exames).

Hospitalocêntrico – supervalorização do papel dos hospitais e clínicas pára a resolução dos

problemas de Sáúde.

MODELO BIOMÉDICO: CRÍTICASOposição ao modelo começaram por volta da década de 70 →ideais que inspiraram a reforma sanitária.*Carácterísticas Questionadas: o foco no indivíduo “padronizado”*Corpo visto como “máquina”* Intervenções com foco no seu corpo e na parte afetada ou “não funcionante do Corpo-máquina”

* ênfase nas Ações curativas e no tratamento das doenças, lesões e danos;

* Supervalorização da medicação

* ênfase na Atenção hospitalar com uso intensivo do aparato tecnológico do tipo material.

*Pouca ênfase na análise dos determinantes do processo Sáúde-doença,

*a Orientação pára a demanda espontâNeá,

* o Distanciamento dos aspectos culturais e éticos implicados nas escolhas e Vivências dos sujeitos

* Incapacidade de compreender a multidimensionalidade do ser humano.

Modelo Biomédico x Reforma Sanitária

Questionado Pela Reforma Sanitária Propostas de modelos alternativos ganharam força na década De 1980: necessidade de construção de um modelo de atenção pára a qualidade de Vida →considerando transição epidemiológica, e demográfica .Debate amplo nas Conferências Nacionais de Sáúde, Legislação do SUS baseada nessas novas propostas de um nova Forma de assistência a Sáúde oposta ao modelo biomédico. Foco nas necessidade de Reorganização da atenção, das práticas e dos modos de prestar cuidados, os Quais são elementos constituintes do modelo assistencial.

Modelo Biomédico x SUS

SUS foi Construído como oposição a esse modelo

 Legislação Do SUS tem enfoque nos modelos alternativos: Sáúde como direto, Sáúde mais que Ausência de doença, Sáúde determinada por fatores sociais, cuidados integrais(não Apenas na parte defeituosa), multiprofissional... Contudo, o SUS herdou esse Modelo Assistencial Uma vez que é estruturado por interesses alheios aós usuários, Trabalhadores e gestores do SUS. Induzido por interesses das grandes Corporações econômicas que atuam na Sáúde.  Formação acadêmica dos profissionais Não foi atualizada, ainda permanece com a base desse modelo em suas estruturas.

SUS: UM NOVO MODELO DE ATENÇÃO A SáÚDE

Hoje o SUS Vive em sua rotina a busca por romper com as práticas do modelo biomédico.

 Na teoria O SUS é pautado em práticas de um modelo com foco nas pessoas e nos cuidados básicos. Na prática percebe-se que os gestores e as prioridades na distribuição de recursos São voltadas pára o modelo biomédico (exames, hospitais, profissionais Especialistas) Reflexo também das cobranças da população que também ainda não Compreendem que os cuidados básicos e ações de auto-cuidado são a melhor forma De se obter qualidade de vida.

SUS: UM NOVO MODELO DE ATENÇÃO A SáÚDE

MODELO CENTRADO NO USUÁRIO Acolhimento (escuta qualificada).

 Vínculo / Responsabilização.

 Resolutividade.

 Autonomia Do paciente nos cuidados em Sáúde.

 Conhecimentos específicos e um objetivo comum de CUIDAR DO USUÁRIO.

NOVO MODELO ASSISTENCIAL

 Com a criação do PSF em 1994 o Ministério Da Sáúde pretende organizar o Modelo Assistencial em Sáúde com foco na Atenção Primária.

 As diretrizes prescritas na ESF Configuram um “novo” modelo assistencial, no qual as práticas devem estar Orientadas pelos determinantes do processo Sáúde-doença, considerando o indivíduo No seu contexto familiar, como parte de grupos e de comunidades sócio-culturais E contemplando ações importantes no campo da Vígilância em Sáúde (VS) e da Promoção Da Sáúde (PS).

BUSCA PELO NOVO MODELO

 Art. 198 Da CF→ o SUS é um sistema integrado, organizado em rede regionalizada e Hierarquizada ➔ define o modelo de atenção à Sáúde e a sua forma Organizativa.

A Organização do SUS em nosso páís está assentada em três pilares

REDE àintegração dos serviços

REGIONALIZAÇÃO àregião de Sáúde

HIERARQUIZAÇÃO àníveis de complexidade Dos serviços O modelo do sistema de Sáúde brasileiro é centrado na Hierarquização das ações e serviços de Sáúde por níveis de complexidade.

➔Isto Significa dizer que ele se estrutura em níveis de maior ou menor complexidade De ações e serviços de Sáúde

Nesse modelo A assistência à Sáúde deve ser organizada em níveis crescentes de complexidade,sendo A  Atenção básica a principal porta de entrada no sistema.

Hierarquização  : Atenção terciária ou de alta complexidade, Atenção Secundária ou de média complexidade, Atenção primária ou básica.

REGIÃO DE SáÚDE

Nível Terciário : HOSPITAL , PRONTO SOCORRO.

Nível Secundário : POLICLINICAS, CENTROS ESPECIALIZADOS DE SAUDE .

Nível Primário (ATENÇÃO BASICA ) : UNIDADES BASICAS DE SAUDE .

HIERARQUIZAÇÃO: ORGANIZAÇÃO EM NÍVEIS DE ATENÇÃO

1)o primeiro Voltado pára o cuidado à Sáúde individual e coletiva, com ações de promoção e Prevenção capazes de resolver a maior parte dos problemas de Sáúde da população De seu território;

2) o segundo Deveria oferecer a assistência ambulatorial especializada, pára responder às necessidades De Sáúde encaminhadas do nível anterior, dotado de maior resolutividade e Capacidade tecnológica ampliada

3) o Terceiro nível, responsável pela atenção a situações emergenciais, internações E com um aparato tecnológico mais complexo e especializado.

PRIMEIRO NÍVEL: ATENÇÃO BÁSICA

A Atenção Básica é o conjunto de ações de Sáúde:  Individuais, familiares e coletivas que envolvem os processos tanto de:-promoção,-prevenção,-proteção,-diagnóstico,

 Desenvolvida Por meio de práticas de cuidado integrado e gestão qualificada,

 realizada com equipe multiprofissional

 dirigida à população em território Definido,

 sobre as quais as equipes assumem Responsabilidade sanitária

PRIMEIRO NÍVEL: ATENÇÃO BÁSICA

ATENÇÃO BÁSICA = PORTA DE ENTRADA

Utiliza Tecnologias leves, que devem resolver os problemas de Sáúde de maior frequência E relevância em seu território.

 Deve Resolver 80% dos problemas de Sáúde de uma população

 É o Contato preferencial dos usuários com os sistemas de Sáúde.

 tem a Equipe De Sáúde da Família como estratégia prioritária pára sua organização de acordo Com os preceitos do Sistema ÚNicó de Sáúde.

ATENÇÃO Aós CONCEITOS:

Tecnologias Leves - são aquelas que envolvem as relações - processos de acolhimento,

vínculo e Atenção integral como gerenciadores das ações de Sáúde.

Tecnologias Leve-duras - são as dos saberes estruturados, Taís como as teorias,

protocolos, Conhecimento técnico-científico.Tecnologias duras - são as dos recursos Materiais, exames, cirurgias, equipamentos.

A atenção Básica deve ser capaz de diagnosticar, o mais precocemente possível, situações De risco que venham a ultrapassar sua capacidade de resolução, promovendo Acesso ágil aós atendimentos mais complexos, na busca da otimização da Assistência, da melhoria do cuidado e da redução dos gastos, estabelecendo uma Continuidade da atenção à Sáúde.

Política Nacional de Atenção Básica

PORTARIA No 2.436, DE 21 DE SETEMBRO DE 2017

II – Diretrizes:

a) Regionalização e Hierarquização: b) Territorialização; c) População Adscrita;

d) Cuidado Centrado na pessoa; e) Resolutividade; f) Longitudinalidade do cuidado;

g) Coordenação do cuidado; h) Ordenação da rede; e i) Participação da comunidade.

 I – Princípios: a) Universalidade; b) Equidade; e c) Integralidade.

PNAB - PORTARIA No 2.436, DE 21 DE SETEMBRO DE 2017

 A PNAB tem na Sáúde da Família sua estratégia Prioritária pára expansão e consolidação da Atenção Básica.

 Serão reconhecidas outras estratégias de Atenção Básica, desde que tenham caráter transitório, devendo ser estimulada Sua conversão em Estratégia Sáúde da Família.

TIPOS DE EQUIPES DISPONÍVEIS: Equipe de Sáúde da Família (eSF)  Equipe da Atenção Básica (eAB)  Equipe de Sáúde Bucal (eSB)

 NúCléo Ampliado de Sáúde da Família e Atenção Básica (Nasf-AB)

 Estratégia de Agentes Comunitários de Sáúde (EACS)

 Equipes de Atenção Básica pára Populações Específicas (eSF Ribeirinhas; eSF Fluvial; Equipe de Consultório na Rua; Equipe De Atenção Básica Prisional)

SEGUNDO NÍVEL: ATENÇÃO SECUNDÁRIA

A média Complexidade ambulatorial é composta por ações e serviços que visam atender aós Principais problemas e agravos de Sáúde da população, cuja complexidade da Assistência na prática clínica demande a disponibilidade de profissionais Especializados e a utilização de recursos tecnológicos, pára o apoio Diagnóstico e tratamento.

✓ procedimentos especializados de AS:   cirurgias ambulatoriais especializadas Procedimentos traumato-ortopédico; ações especializadas em odontologia; Patologia clínica;anatomopatologia E citopatologia; radiodiagnóstico; exames ultrassonográficos; diagnose; fisioterapia; terapias especializadas; Próteses e órteses; anestesia.

TERCEIRO NÍVEL: ATENÇÃO TERCIÁRIA: Conjunto De procedimentos que, envolve altactecnologia e alto custo, objetivando propiciar àcpopulação acesso a serviços qualificados,cintegrando-os aós demais níveis de Atenção àcsaúde (atenção básica e de médiaccomplexidade).

TERCEIRO NÍVEL: ATENÇÃO TERCIÁRIA: As Principais áreas que compõem a AT e que estão organizadas emrede, são: assistência ao paciente Portador de doença renal crônica (diálise); assistência ao paciente oncológico; cirurgia cardiovascular e procedimentos da Cardiologia intervencionista cirurgia vascular; laboratório de Eletrofisiologia; assistência em traumato-ortopedia; procedimentos de neurocirurgia; assistência em otologia; cirurgias; reabilitação protética e funcional das doenças Da calota craniana, da face. Tratamento dos transtornos respiratórios do Sono; assistência aós pacientes portadores de queimaduras; terapia nutricional; distrofia muscular Progressiva;

COMO TUDO ISSO SE UNE? Pára atender o Princípió da integralidade éspera-se que os 3 níveis de atenção se coordenem em REDE, com fluxos definidos de referência e contra- referência.

Redes de Atenção à Sáúde / Proposta: Arranjos organizativos das ações e serviços de Sáúde,integrados por sistemas de apoio pára garantir a integralidadedo cuidado

▫ Garantir a Atenção contínua, integral, de qualidade, responsável e humanizada pára Incrementar o desempenho dos sistemas de Sáúde e a qualidade de vida da População.

• Pára Garantir o acesso universal, igualitário e ordenado às ações e serviços de Sáúde é preciso compreender que esse processo se inicia pelas portas de entrada Do SUS e se completa na rede regionalizada e hierarquizada.

REDE A implementação de redes aponta Pára uma maior eficácia na produção de Sáúde, melhoria na eficiência da gestão Do sistema de Sáúde no espaço regional, e contribui pára o avanço do processo De efetivação do SUS.

 A rede de Atenção à Sáúde deve ser pactuada tanto em relação aós recursos (materiais, financeiros E humanos quanto no que tange às responsabilidades e ações complementares entre Os entes federados.

 Pára que o Sistema em redes se concretize é necessária a construção permanente nos Territórios.

Regionalização:  A Regionalização é uma diretriz do SUS e um Eixoestruturante do Pacto de Gestão Orienta a descentralização das ações e serviços de Sáúde e osprocessos de negociação e pactuação Entre os gestores. APESAR DA CF (1988) e da Lei no 8080/1990 Definiremo papel central da regionalização na estruturação doserviço De Sáúde, sua implantação tem acontecido deforma paulatina Com a publicação das NOBs, NOAS e mais Recentementeo pacto pela Sáúde.

Regionalização:

 Regiões de Sáúde: Recortes territoriais Organizados de modo a assegurar os princípios do SUS: a Universalidade do Acesso, a equidade e a integralidade do cuidado.

A conformação das Regiões deve considerar:  a contiguidade, a identidade cultural, Econômica e social entre os municípios; as redes de comunicação e de Infra-estrutura de transportes;  a Existência de fluxos assistenciais.

Na Regionalização os serviços são organizados segundo níveis de complexidade Tecnológica, localizados em áreas geográficas delimitadas com populações Definidas.  Pára Taís populações Referidas seriam oferecidos atendimento integral em todos os níveis de atenção Do istema — primário, secundário e terciário. → organiza-se um pólo assistencial Que articula a rede de serviços de Sáúde de vários municípios ou estados pára Dar “cobertura” a um contingente populacional delimitado, a partir da Capacidade instalada de cada unidade sanitária tendo como horizonte o que cada Uma produzia em relação às ações de proteção e recuperação da [ Sáúde.

REGIONALIZAÇÃO/MUNICIPALIZAÇÃO: O nível Regional composto por agregados de municípiosou estados com serviços de diferente complexidade, seencarregaria de atender a população Referida pelosmunicípios desse pólo De atenção. Assim, um municípió que tivesse um serviço de Maiorcomplexidade — atenção Terciária — poderia atender apopulação De vários municípios e estados sob a égide daregionalização.

Regionalização x Municipalização:  A regionalização não anula a municipalização.

 A proposta da municipalização da Sáúde foi Absolutamente positiva, motivada pelo significado da autonomia municipal pára Maior dinâmica na vida da população e pela importância política e social de Reforçar o poder municipal.

 A Regionalização é um arranjo de gestão pára Melhor funcionamento do SUS. Nesta lógica a reunião de serviços fornecidos por Vários municípios busca fornecer o maior número de serviços de Sáúde de forma a Não sobrecarregar financeiramente o Sistema.

MUNICIPALIZAÇÃO:  O princípió da descentralização polítiço- Administrativa da Sáúde → definido pela Constituição de 1988  Preconiza a autonomia dos municípios e a Localização dos serviços de Sáúde na esfera municipal, próximos dos cidadãos e De seus problemas de Sáúde.

MUNICIPALIZAÇÃO: Municípió → Principal Responsável pela Sáúde de suapopulação. Municipalizar é transferir pára as cidades aresponsabilidade e os recursos Necessários paraexercerem Plenamente as funções de coordenação,negociação, Planejamento, acompanhamento, controle, avaliação e auditoria da Sáúde local, Controlando osrecursos financeiros, As ações e os serviços desaúde Prestados em seu território.

Conceitos de Território:  Conceito geo-polítiço – espaço físico – Território solo  Conceito “processo” - Espaço em permanente construção – dinâmica social com seus habitantes

Território:  O território é um espaço singularizado: com Limites que podem serpolitico-administrativos Ou de ação de um determinado grupo deatores Sociais; internamente é realtivamente homogêneo, com umaidentidade que vai depender da história de sua construção, éportador de poder – nele se exercitam E se constroem os poderesde atuação Do estado e cidadãos O território é o resultado de uma acumulação de situaçõeshistóricas, ambientais, socais que Promovem condições particularespara A produção de doenasças ( Barcellos et al, 2002)

O Reconhecimento desse território e um passo básico pára a caracterização da População e de seus problemas de Sáúde, bem como pára avaliação do impacto dos Serviços sobre os níveis de Sáúde da população.

O processo de territorialização consiste na delimitação das unidades fundamentais De referenciamento, que são as regiões/ microrregiões de Sáúde e os módulos Assistenciais, a partir das quais serão estruturadas as funções relativas ao Conjunto da atenção à Sáúde, envolvendo a organização e gestão do sistema, a Alocação de recursos e a articulação das bases de provisão de serviços por meio De fluxos intermunicipais de referência.

Porque descentralizar?: Devido a grande Diversidade econômico-sociais, climáticas e culturais do Brasil a Descentralização administrativa é fundamental → ela possibilita que os Municípios assumam a gestão da Sáúde em seus territórios de acordo com as Necessidades e carácterísticas de suas populações.

A delimitação territorial permite a Implementação dos princípios do SUS:   Descentralização Integralidade,Universalidade,  Participação popular*

➔A BASE DE APOIO DO PSF É O TERRITÓRIO (SISTEMA LOCAL), ELE DELIMITA NÃO SÓ A ÁREA DE ATUAÇÃO DA EQUIPE, MAS PERMITE O VÍNCULO, A RESPONSABILIZAÇÃO E A CONTINUIDADE DO CUIDADO

→ PROCESSOS FUNDAMENTAIS Pára A MUDANÇA DO MODELO DE ASSISTÊNCIA A SáÚDE

Leitura do Material Complementar  Texto original da PNAB  Artigo Modelo Assistencial

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