Modelos de Produção: Taylorismo, Fordismo e Toyotismo
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Administração Científica: Características e Implicações
Os Princípios da Administração Científica, dos quais Taylor é considerado pai e idealizador, têm como característica principal a ênfase nas tarefas com o objetivo de aumentar a eficiência operacional.
Antes que Taylor desenvolvesse suas teorias, os próprios empregados administravam a linha de produção das fábricas. Tudo era feito empiricamente e sem nenhum controle por parte da direção das empresas que, em muitos casos, desconhecia o processo de produção. Como resultado, a produtividade era baixíssima, pois os próprios sindicatos induziam os funcionários a produzir menos, porque assim, segundo se pensava na época, seus empregos estariam garantidos por muito mais tempo. Por incrível que pareça, a tática funcionava.
Fordismo e a Diferença entre Fordismo e Toyotismo
O Fordismo é um sistema de produção, criado por Henry Ford, cuja principal característica é a fabricação em massa. Henry Ford criou este sistema em 1914 para sua indústria de automóveis, projetando um sistema baseado numa linha de montagem.
A minimização de custos e o aumento da produtividade fazem com que os preços dos produtos caiam; porém, esse método acaba por desqualificar os funcionários.
Características de Produção
- Padronização dos produtos;
- Produção em grande escala;
- Uso de linhas de montagem;
- Divisão do trabalho em pequenas tarefas.
O Toyotismo é uma forma de organização do trabalho desenvolvida pelo japonês Taiichi Ohno, em 1962, na montadora japonesa Toyota. Esta filosofia define-se por dois princípios:
- Princípio Just in Time (JIT): consiste em minimizar estoques produzindo de acordo com a demanda;
- Princípio dos cinco zeros: zero de atraso, zero defeitos, zero de estoque, zero panes e zero papéis.
Volvismo e as Implicações na Organização
O Volvismo está relacionado ao modelo de produção realizado nas fábricas da Volvo. Marcado pela forte presença de sindicatos trabalhistas, este modelo de produção apresentava um outro olhar sobre o trabalhador. No Volvismo, o funcionário apresenta um papel diferenciado e relevante, a partir de autonomia e representatividade no processo de produção, agregando valor ao produto final. Na indústria sueca, a mão de obra qualificada é vista como uma oportunidade de obter um envolvimento mais avançado do funcionário.
A cultura organizacional presente no Volvismo valoriza a realização de experimentos na produção por parte do trabalhador. Isso é o oposto do que ocorre no modelo Taylorista, o qual considera o funcionário como parte da máquina.