Modelos de Recuperação Econômica na Europa Pós-1929

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A Recuperação nos Países Escandinavos e na França

A recuperação econômica na Suécia e na Dinamarca foi mais rápida do que em outros países. O elemento-chave foi atribuir ao orçamento do Estado um papel ativo na luta contra a crise econômica, tornando-o um instrumento anticrise. Assim, quando o baixo investimento privado gerava desemprego, o Estado ampliava seus investimentos para compensar esse efeito.

Na implementação desses programas, a força determinante veio dos partidos social-democratas, que impulsionavam medidas para melhorar a situação dos trabalhadores e aprovar planos de auxílio aos desempregados.

A Conferência de Londres e a Postura do Reino Unido

Desde 1932, os governos dos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha lutavam para encerrar a guerra comercial e estabilizar o sistema monetário, visando permitir o comércio internacional. Em 1933, a Conferência Internacional de Londres buscou resolver desacordos sobre as dívidas de guerra e acabar com a instabilidade das moedas.

Apesar da gravidade da crise, o Reino Unido não adotou medidas semelhantes ao New Deal americano, mas propôs medidas anticrise tradicionais: a desvalorização da moeda para incentivar exportações e o recurso ao protecionismo. Também estabeleceu acordos comerciais com suas colônias, o que aumentou suas exportações e melhorou a situação dos países exportadores de matérias-primas e gêneros alimentícios.

Propostas para Sair da Crise na Alemanha Nazista

A Alemanha foi um exemplo de recuperação econômica sob um estado totalitário. Para isso, adotou uma política de rearmamento para estimular o crescimento da indústria. Na rápida melhora da economia, as obras públicas também desempenharam um papel fundamental. Hitler buscou alcançar a autossuficiência econômica (autarquia), permitindo a sobrevivência da Alemanha independentemente de importações, produzindo internamente tudo o que era necessário.

Essas medidas permitiram um crescimento significativo na produção industrial e uma redução drástica do desemprego. No entanto, esta recuperação baseava-se na crença de que a atividade econômica deveria restaurar o poder militar do povo alemão. Essa política armamentista levou diretamente à eclosão da Segunda Guerra Mundial.

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