Modernismo Brasileiro: Fases, Autores e Obras Principais
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Modernismo – 1ª Fase
Características: Ruptura com o passado, linguagem coloquial e espírito de revolta.
Autores: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Antônio de Alcântara Machado e Manuel Bandeira (poesia).
- Mário de Andrade (MA): Pauliceia Desvairada, Losango Cáqui, Amar, Verbo Intransitivo, Macunaíma, o Herói sem Nenhum Caráter e Há uma Gota de Sangue em Cada Pessoa.
- Oswald de Andrade (OA): Os Condenados, Poesia Pau-Brasil e Memórias Sentimentais de João Miramar.
- Antônio de Alcântara Machado (AAM): Pathé-Baby e Brás, Bexiga e Barra Funda.
- Manuel Bandeira (MB): Libertinagem e Carnaval.
Análise dos Autores
- Manuel Bandeira: Destaca-se pela simplicidade, tom pessimista, reflexão sobre problemas da vida, versos livres, incorporação do cotidiano, aproximação com a linguagem da prosa, temas universais, lirismo pessoal e sensibilidade ao tratar da finitude humana.
- Antônio de Alcântara Machado: Foca no retrato crítico, anedótico, humor e na realidade dos bairros de São Paulo (subúrbio).
Modernismo – 2ª Fase
Características: Resgate do regionalismo (já presente no Romantismo e Pré-Modernismo), com foco no Nordeste. Temas principais: a seca e a decadência dos engenhos (romances rurais).
Autores: José Lins do Rego, Jorge Amado e Rachel de Queiroz.
Destaque: Jorge Amado apresenta o romance urbano, expondo desigualdades sociais com forte apelo sensual, remetendo ao Naturalismo (como em O Cortiço), porém com texto aprimorado.
Carlos Drummond de Andrade
Poeta da "fase de ouro" da poesia brasileira. Aborda temas universais, descontinuidade e uma visão, por vezes, pessimista da ação humana sobre a vida.
Análise de Fogo Morto (José Lins do Rego)
- Coronel José Paulino: Latifundiário, opositor dos cangaceiros.
- Coronel Lula de Holanda: Senhor de engenho, hipócrita religioso, que supervaloriza a filha e entra em decadência financeira.
- Capitão Vitorino: Político que evolui na narrativa, alvo de zombarias, mas que concretiza suas ações no final.
- Mestre José Amaro: Personagem que desvaloriza a filha, fala excessivamente, vive de favor e auxilia cangaceiros.
- Antônio Silvino: Cangaceiro que atua como figura de esperança e libertação para os oprimidos.
Contexto: O regionalismo moderno dialoga com as tradições do Romantismo e do Pré-Modernismo.