Nacionalismos e Autonomias Regionais na Espanha
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A Evolução dos Nacionalismos e a Busca por Autonomia
A posição em relação à independência evoluiu progressivamente para o sentido da autonomia. Surgiram dissensões no nacionalismo de Sabino Arana dentro do movimento. Seu principal rival na defesa da identidade foi o carlismo, que também exigiu a devolução dos foros (cartas forais).
O Nacionalismo Galego
O nacionalismo galego teve uma natureza predominantemente cultural. O idioma galego era usado principalmente em áreas rurais, mas intelectuais e escritores galegos abriram caminho para transformá-lo em uma linguagem literária. Isto levou ao chamado Rexurdimento, movimento no qual a poeta Rosalía de Castro exerceu a maior influência. Uma minoria culta começou a culpar a subordinação econômica pelo atraso político da Galiza, o que obrigou muitos a emigrar. Embora tivesse caráter político, o movimento manteve-se minoritário. Uma figura importante foi Vicente Risco, que se tornou o grande teórico e líder do nacionalismo galego.
Movimentos em Valência, Andaluzia e Aragão
O movimento de renascimento cultural, que mais tarde atingiu a esfera política, também ocorreu em regiões como Valência, Aragão, Andaluzia e Castela. O mais importante foi o movimento de Valência, que começou como uma reivindicação cultural da própria língua e cultura, tendo Constantí Llombart e Teodor Llorente como seus representantes mais importantes. O nascimento do valencianismo político situa-se na criação da organização Valencia Nova (1904), que patrocinou a Primeira Assembleia Regional de Valência com o objetivo de envolver todos os partidos na criação de um projeto regional.
Em Aragão, o movimento surgiu dentro de uma classe média emergente que liderou a defesa do direito civil aragonês, as reivindicações de valores culturais e a valorização romântica do reino e das instituições medievais. Joaquín Costa não era nacionalista, mas afirmou em seus escritos os direitos dos camponeses aragoneses. No entanto, as primeiras formulações políticas autonomistas só apareceram durante a Segunda República.
O andalucismo teve como principal expoente Blas Infante. Em 1916, ele fundou o primeiro Centro Andaluz de Sevilha, com a intenção de ser um órgão de expressão da realidade social e cultural da Andaluzia. Mais tarde, participou da primeira assembleia regional, que estabeleceu as bases do particularismo andaluz e propôs a autonomia. Durante a Segunda República, o movimento dirigiu a redação de um projeto de Estatuto de Autonomia. No entanto, conseguiu pouco apoio popular na época, tendo que esperar até o fim do regime franquista para encontrar um sentido pleno na defesa da autonomia.