Neurotransmissores e a Ação de Drogas no Sistema Nervoso
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Os neurônios, bilhões de células presentes no cérebro, possibilitam que seja feita a passagem de informações vindas das mais variadas regiões. Quem faz com que esses sinais sejam enviados são as moléculas químicas chamadas neurotransmissores.
Ao chegar no cérebro, as drogas e suas moléculas químicas atuam interferindo no funcionamento cerebral, alterando (seja aumentando ou diminuindo) a atuação dos neurotransmissores.
O encéfalo possui esse conjunto de neurônios, cada um com determinado neurotransmissor.
Neurotransmissores: acetilcolina, dopamina, noradrenalina, serotonina, ácido gama-aminobutírico (GABA) e glutamato.
As drogas psicotrópicas agem alterando as comunicações entre os neurônios. Seu efeito depende do tipo de neurotransmissor envolvido no processo.
A acetilcolina é o principal neurotransmissor dos neurônios do sistema neurovegetativo (também chamado de sistema nervoso autônomo ou sistema nervoso visceral), sendo responsável pelo controle de funções como a respiração, a circulação do sangue, o controle da temperatura e a digestão.
Depressoras: são aquelas que diminuem a atividade do Sistema Nervoso Central (SNC). Elas podem causar sonolência e lentificação psicomotora. Geralmente são utilizadas em casos de epilepsia, insônia e crises de ansiedade.
Estimulantes: são aquelas que aumentam a atividade do SNC, fazendo com que o estado de vigília seja ampliado. Há o aumento da atividade motora e do sentimento de alerta. As drogas estimulantes aumentam a frequência cardíaca, a pressão sanguínea e promovem a dilatação das pupilas, exercendo seus efeitos sobre sinapses dopaminérgicas e noradrenérgicas.
Alucinógenos ou perturbadoras: causam delírio e alucinações. Exemplos: LSD, maconha e êxtase.
Anfetaminas: drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa. São utilizadas para desordem de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), tratamento para narcolepsia, assim como outros distúrbios do sono, tratamento para obesidade e inibição de apetite. As anfetaminas possuem ampla lipossolubilidade e atravessam as biomembranas com rapidez, o que faz aumentar os efeitos produzidos; aumentam a liberação e inibem a recaptação de noradrenalina e serotonina, aumentando ambas.
Outros fármacos que atuam no SNC: Barbitúricos (Fenobarbital e Tiopental); Benzodiazepínicos (Clonazepam, Diazepam); Antidepressivos.
Tais substâncias podem produzir sedação (com alívio da ansiedade) e incentivar o sono. Atravessam a barreira placentária durante a gravidez e são detectáveis no leite materno.
Ligam-se ao receptor GABAA presente nas membranas neuronais do SNC. Esse receptor é ativado pelo neurotransmissor inibitório GABA (principal neurotransmissor inibitório do SNC). Potencializam a inibição GABAérgica.
Barbitúricos: indicados para o alívio da ansiedade; insônia; sedação e amnésia antes de procedimentos médicos e cirúrgicos; tratamento de epilepsia e estados convulsivos; componente de anestesia balanceada; controle de estados de abstinência de etanol e outros sedativo-hipnóticos; relaxamento muscular em distúrbios neuromusculares específicos; como auxiliares diagnósticos ou para tratamento em psiquiatria.
Os sedativos hipnóticos podem causar:
- Tolerância;
- Dependência fisiológica;
- Dependência psicológica;
- Sonolência;
- Diminuição da capacidade motora;
- Comprometimento do discernimento;
- Amnésia;
- Desinibição comportamental.
Mecanismo de ação dos Antidepressivos (AD): bloqueiam as bombas de recaptação da noradrenalina e serotonina; promovem a inibição do metabolismo da noradrenalina ou serotonina pela MAO (Monoamina oxidase).