Nietzsche e Marx: Crítica à Religião e Alienação
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Crítica ao Cristianismo, Morte de Deus e o Super-homem
Existem dois tipos de homens: os senhores, em que as forças ativas se impõem às reativas, possuindo um valor moral natural que promove a vida; e os escravos, que possuem um ressentimento moral e valores opostos à vida. Antes de Sócrates, a cultura era dionisíaca, com uma moral aristocrática. Contudo, devido a Platão e ao cristianismo, a moral tornou-se apolínea, levando os escravos a crerem que os valores dos senhores eram defeitos. A cultura europeia é niilista, baseada em valores que odeiam a vida. Como resultado, Deus está morto, e não há valores espirituais respeitados pela sociedade. O cristianismo rejeita os valores da vida, buscando sua própria destruição ao tentar 'consertar' o mundo. Para Nietzsche, este é o destino humano: o homem é reativo, e até os homens superiores servem apenas para preparar a chegada do Super-homem (Übermensch). Esta nova espécie triunfará além do bem e do mal, lutando contra as forças reativas, transmutando os valores e afirmando a vida incondicionalmente.
Alienação Religiosa: Marx e a Crítica à Religião
Nietzsche pensa que o cristianismo promulga uma moral de escravos, um niilismo que enfraquece os homens e faz as instituições ignorarem a vida real em prol de uma vida após a morte. Marx também denuncia a ideologia religiosa, que insiste na resignação e na inevitabilidade do mal, prometendo uma vida melhor no além. Exercendo um papel narcótico, a religião é o ópio do povo, mantendo os homens intelectualmente fracos e alienados, preservando as estruturas do sistema de produção e a escravidão. A alienação ocorre quando uma parte se separa do todo, agindo contra ele. A mais importante é a econômica, exemplificada pela mais-valia (o lucro gerado pelo trabalhador que não lhe é retornado). Existe também a alienação social e a ideológica. Religião, moralidade e filosofia são ideologias que distorcem a realidade social — mistificações que enganam quem tenta conhecer a verdade através delas. As ideologias são formas de consciência social alienada, usadas como ferramentas pelos proprietários dos meios de produção para impedir a transformação das relações de propriedade.