A Origem e a Ética da Retórica na Grécia Antiga

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A origem da retórica na Grécia

O regime democrático que vigorava em Atenas exigia a intervenção direta dos cidadãos na política. A necessidade de preparar os jovens para a vida pública desenvolveu a arte de discursar, instrumento fundamental na defesa e discussão de ideias no espaço público: a retórica.

Importância dos sofistas na retórica

Como refere o autor, os sofistas "aparecem como homens de poder". Ensinavam, de terra em terra, diversas matérias: argumentar, discursar, persuadir e convencer, capacitando os jovens para as exigências da cidadania.

Retórica e Democracia

A democracia é um sistema político no qual o poder pertence aos cidadãos. Sendo a retórica a arte de convencer através do discurso, o uso adequado da palavra torna-se imprescindível para defender teses, visto que "saber convencer que certa posição é melhor do que outra torna-se capital". Um dos riscos inerentes a esta relação é a possibilidade de manipulação.

Platão e os Sofistas

Para os sofistas, a verdade era relativa. Em contrapartida, Platão opôs-se a esta visão, pois acreditava na existência de uma verdade absoluta.

Retórica, Bem e Verdade

Para os sofistas, a retórica é a arte de bem falar ou persuadir um auditório. Para os filósofos, a argumentação deveria servir a busca da verdade e a prática do bem. A filosofia socrático-platónica rejeita o relativismo sofista, defendendo que a retórica, quando desvinculada da verdade, deve ser questionada.

A moral da retórica

A questão de saber se a retórica serve para enganar é um problema de avaliação ética. O mau uso da retórica (manipulação) depende da intenção de quem a utiliza e da capacidade crítica do auditório.

Importância da competência retórico-argumentativa

Desenvolver competências retórico-argumentativas permite responder aos riscos de manipulação, uma vez que quem aprende a argumentar torna-se capaz de distinguir diferentes formas de discurso e identificar falácias.

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