O Poder dos Papas Medievais e a Bula Unam Sanctam

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A Abundância de Poder dos Papas Medievais

No catolicismo, o poder vem de Deus. O catolicismo tinha certos preconceitos contra o poder político, mas os protestantes estavam mais próximos ao poder. Na Europa, no Oriente Médio e no Norte da África, houve uma alta taxa de analfabetismo geral e religioso cristão. As pessoas (principalmente) viviam em constante medo, o que levou a uma educação religiosa falsa por parte da Igreja Católica, em uma vida de "resposta divina" longe da reflexão teológica.

No século XI, o papa Gregório VII realizou uma reforma religiosa para fortalecer e reforçar a autoridade do Papa sobre qualquer outro poder, além de dar à Igreja um organismo de direito próprio, o que resultou no Direito Canônico. Ele confrontou a autoridade do Imperador pelo poder, na disputa das investiduras, até a assinatura da Concordata de Worms, no século XII, que definiu as competências de ambos os poderes.

A Bula Unam Sanctam e a Teoria das Duas Espadas

A bula estabelece certas posições dogmáticas sobre a unidade da Igreja, a necessidade de pertencer a ela para alcançar a salvação eterna e, portanto, a obrigação decorrente da submissão ao papa para pertencer à Igreja e alcançar a salvação.

Em seguida, estão alguns dos princípios e conclusões sobre o poder espiritual e secular:

  • Teoria das Duas Espadas: Há duas espadas nas mãos da Igreja, expressão ligada à teoria medieval das duas espadas: a espiritual e a secular. Esta baseia-se na referência habitual às espadas dos Apóstolos durante a prisão de Cristo. Ambas as espadas são mantidas pela Igreja.
  • Uso das Espadas: A espiritual é usada pela Igreja através das mãos do clero; a secular é utilizada através da mão da autoridade civil, sob a direção da espada espiritual.
  • Subordinação dos Poderes: Um poder deve ser subordinado ao outro. O poder terreno deve submeter-se à autoridade espiritual, porque esta tem precedência sobre o primeiro por causa de sua grandeza e sublimidade. A autoridade espiritual tem o direito de estabelecer e conduzir a secular, e até mesmo de julgá-la quando esta não agir corretamente.

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