Paradigma Positivista vs. Socio-Crítico e IAP
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O Paradigma Positivista
O positivismo produz teorias que guiam a ação, onde o investigador não dá importância à individualidade, à responsabilidade ou à liberdade. Apresenta leis que comandam os “fenómenos socioeducativos” e cria leis, no geral, para orientar estes fenómenos. Utiliza apenas um método, o quantitativo, sendo, portanto, monometodológico.
Este paradigma apresenta diversos aspetos:
- O investigador é um ser neutro, livre de valores ou apolítico; afasta-se da realidade, sendo um mero observador.
- O sujeito deve criar um distanciamento do objeto investigado, pois uma aproximação pode comprometer o estudo.
- O objetivo é conhecer e explicar a realidade para a controlar, formular leis e prever fenómenos.
- Estabelece uma separação entre a teoria e a prática, valorizando a teoria como normativa.
Como instrumentos de trabalho, utiliza a quantificação dos factos (questionários e entrevistas estruturadas), com caráter dedutivo e estatístico. Críticas: a universalização do fenómeno ignora o contexto, desvaloriza o passado e reduz as pessoas a meros objetos de estudo.
O Paradigma Socio-Crítico
Ao contrário do positivismo, o paradigma socio-crítico não se limita a observar os factos; procura compreender e transformar a realidade. Surge como alternativa para superar o reducionismo positivista, introduzindo a ideologia e a autorreflexão crítica nos processos de conhecimento.
A investigação socio-crítica foca-se na realidade social e educativa dos sujeitos, implicando-os em lutas e preocupações quotidianas. O investigador e os sujeitos partilham responsabilidades na tomada de decisões.
Tarefas do Investigador Socio-Crítico
- Compreender: Descrever a realidade educativa e os fatores que a moldam.
- Criticar: Analisar a legitimidade do consenso e a racionalidade social.
- Educar/Transformar: Desenvolver a capacidade de autoformação e participação livre.
A Investigação Ação Participativa (IAP)
A IAP é um método sistemático baseado no diálogo, na escuta ativa e na autorreflexão. É um processo contínuo que visa clarificar, melhorar e resolver problemas através de:
- Observação, avaliação e reflexão.
- Planeamento de processos de transformação.
- Participação dinâmica e emancipatória de todos os envolvidos.
Por ser plurimetodológica, a IAP investiga saberes especializados e vividos, sendo fundamental para a Educação Social. O educador social utiliza a IAP para promover a consciencialização e motivar a população-alvo a participar ativamente no seu próprio desenvolvimento humano e social.