Os Perigos e Impactos da Energia Nuclear no Mundo
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A energia nuclear é aquela liberada através do núcleo dos átomos; esta refere-se à energia consumida ou produzida com a modificação da composição de núcleos atômicos. Apesar de essa energia não utilizar grandes áreas de terreno para sua instalação e de o combustível ser barato, as desvantagens são significativas.
A exposição crônica à radiação é muito mais perigosa do que imaginamos, além de interferir nos ecossistemas, pois a radiação nuclear queima e pode até matar todos os tipos de seres vivos. Quando entra em contato com o ser humano, provoca sérias consequências, tais como:
- Leucemia;
- Anomalias congênitas em fetos, decorrentes da lesão dos órgãos sexuais dos pais.
Todo o mundo se mobilizou em 1945, quando as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram destruídas por bombas atômicas. Mais de 200 mil pessoas foram mortas nos ataques. Hoje, quase seis décadas depois, milhares de pessoas ainda apresentam sequelas devido à exposição à radioatividade.
De forma parecida, aconteceu na Ucrânia em 1986, onde ocorreu o maior acidente nuclear da história até hoje: a explosão de um dos reatores nucleares da usina soviética de Chernobyl, que afetou todo o centro-sul da Europa. Segundo informações do Greenpeace, 2 bilhões de pessoas foram afetadas no mundo, desenvolvendo algum tipo de câncer e, dentre essas, algumas morreram em virtude da doença.
Em 28 de março de 1979, na usina nuclear de Three Mile Island, estado da Pensilvânia (EUA), foi ocasionado outro acidente por falha de equipamento e ações erradas tomadas por pessoas despreparadas. A central nuclear sofreu uma fusão parcial, havendo vazamento de radioatividade para a atmosfera e perda de 1,5 milhão de litros de água radioativa, que foram lançados no rio Susquehanna.
Contudo, podemos citar também o que os noticiários nos informaram nas últimas semanas: a tragédia que está acontecendo no Japão, onde até agora pelo menos 45 pessoas foram afetadas pela radiação, mas a previsão é de que as consequências serão ainda maiores.
Especialistas em energia nuclear geralmente mostram dados de que a probabilidade de um grande acidente é mínima. Mas a probabilidade é um valor matemático, enquanto acidentes reais acontecem mais frequentemente do que os cálculos preveem. E, apenas para constar: 20 por cento dos reatores nucleares em funcionamento atualmente estão em zonas sísmicas ativas.
Entretanto, não é apenas no caso de ocorrerem acidentes que o processo de geração de energia nuclear ameaça o meio ambiente, mas também pelo problema das várias toneladas de rejeitos altamente radioativos que continuam sem solução. Além do mais, suas desvantagens são pesadas para qualquer país, pois os acidentes afetam sempre em grande escala a população, tanto das gerações presentes como das futuras, que sofrerão por tempo indeterminado as suas consequências.
Concluímos que a energia nuclear não é uma forma de energia limpa; ela produz lixo atômico, como no caso do urânio, cuja meia-vida é de cerca de 4,5 bilhões de anos. Isso nos mostra como é difícil dar destino aos dejetos nucleares.