Período histórico da renascença

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XIVXV e XVI - Arquitetura do Renascimento ou Arquitetura Renascentista aquela que foi produzida durante o período do Renascimento europeu, ou seja, durante os séculos XIVXV e XVI. Caracteriza-se por ser um momento de ruptura na História da Arquitetura em diversas esferas: nos meios de produção da arquitetura; na linguagem arquitetônica adotada e na sua teorização. Esta ruptura, que se manifesta a partir do Renascimento, caracteriza-se por uma nova atitude dos arquitectos em relação à sua arte, passando a assumirem-se cada vez mais como profissionais independentes, portadores de um estilo pessoal. Inspiram-se, contudo, na sua interpretação da Antiguidade Clássica e em sua vertente arquitetônica, considerados como os modelos perfeitos das Artes e da própria vida.

É também um momento em que as artes manifestam um projeto de síntese e interdisciplinaridade bastante impactante, em que as Belas Artes não são consideradas como elementos independentes, subordinando-se à arquitetura.

1515 e 1600 - O Maneirismo foi um estilo e um movimento artístico que se desenvolveu na Europa aproximadamente entre 1515 e 1600[1] como uma revisão dos valores clássicos e naturalistas prestigiados pelo Humanismorenascentista e cristalizados na Alta Renascença. O Maneirismo é mais estudado em suas manifestações na pinturaescultura e arquitetura da Itália, onde se originou, mas teve impacto também sobre as outras artes e influenciou a cultura de praticamente todas as nações europeias, deixando traços até nas suas colônias da América e no Oriente. Tem um perfil de difícil definição, mas em linhas gerais caracterizou-se pela deliberada sofisticação intelectualista, pela valorização da originalidade e das interpretações individuais, pelo dinamismo e complexidade de suas formas, e pelo artificialismo no tratamento dos seus temas, a fim de se conseguir maior emoção, elegância, poder ou tensão. É marcado pela contradição e o conflito e assumiu na vasta área em que se manifestou variadas feições.[2]

século XVII - BARROCO - Momento na qual os elementos que compõe cada uma das ordens gregas - as colunas, o entablamento, os frontões - perderam as suas carácterísticas funcionais primitivas, isto é, deixaram de constituir a própria estrutura do edifício, passando a representar, pára os romanos, simplesmente elementos construtivos complementares e, pára os artistas do Renascimento, apenas elementos de modenatura.

O termo Rococó - forma da palavra francesa rocaille, que significa "concha", associado a certas fórmulas decorativas e ornamentais como por exemplo a técnica de incrustação de conchas e pedaços de vidro, usados na decoração de grutas artificiais. Foi muitas vezes alvo de apreciações estéticas pejorativas. Foi um movimento estétiço que floresceu na Europa entre o início e o fim do século XVIII, migrando pára a América e sobrevivendo em algumas regiões até meados do século XIX.

O Rococó nasceu em Páris em torno da década de 1720 e perdurou até aproximadamente 1770 como uma reação da aristocracia francesa contra o Barrocosuntuoso, palaciano e solene praticado no período de Luís XIV. Caracterizou-se acima de tudo por sua índole hedonista e aristocrática, manifesta em delicadeza, elegância, sensualidade e graça, e na preferência por temas leves e sentimentais, onde a linha curva, as cores claras e a simetria tinham um papel fundamental na composição da obra. Da França, onde assumiu sua feição mais típiça e onde mais tarde foi reconhecido como patrimônio nacional, o Rococó logo se difundiu pela Europa, mas alterando significativamente seus propósitos e mantendo do modelo francês apenas a forma externa, com importantes centros de cultivo naAlemanhaInglaterraÁustria e Itália, com alguma representação também em outros locais, como a Península Ibérica, os páíses eslavos e nórdicos, chegando até.

Século XVIII até aós inícios do século XIX - Neoclássica - Por arquitetura neoclássica (AO 1945: arquitectura neoclássica) entende-se o estilo arquitetóNicó que, em linha com a tendência artística universal doneoclassicismo, resulta da recuperação da gramática formal da antiguidade clássica grega e romana. Na história da arquitetura, este estilo surge após osbarroco tardio e rococó, no período em que a tradição da Grand Tour foi um março na educação cultural entre as gerações de novos artístas e de toda a classe aristocrática e classe média alta.

O período de desenvolvimento deste estilo coincide com aquele que os historiadores da economia designam de Revolução Industrial.[1] Neste período, tal como verificara noutros momentos de crise, o retorno às ráízes artísticas da civilização ocidental, a antiguidade greco-romana, parece ser a solução pára encontrar a estabilidade e as possibilidades de progresso. Observa-se, na área da arquitetura, que nesse período começam a destacar-se os problemas da prática de construção.[2] O espírito iluminista, aplicado ao repertório da tradição renascentista, recolhe naquelas formas dois princípios fundamentais: a correspondência com os modelos da arquitetura antiga grega e romana, e a racionalidade das próprias formas assimiladas a elementos arquitectónicos tradicionais e elementos de construção.[3]

Esta corrente artística do estilo neoclássico, desenvolveu-se desde metáde do século XVIII[4] até aós inícios do século XIX (aproximadamente entre 1755 e 1830), e foi difundido por todos os páíses ocidentais, e não deixou de ter influência na produção arquitectónica da RússiaEstados Unidos e América Latina. Apesar de se tratar de um fenómeno internacional, a arquitetura neoclássica foi caracterizada por diferentes correntes conforme a época e as diferentes tradições estabelecidas anteriormente nos vários páíses. Neste sentido, torna-se difícil conceber uma periodização rigorosa: na verdade, o neoclassicismo, não só se enquadra numa extensa corrente fundada sobre o estudo da arquitetura clássica (já a partir da arquitetura do século XVI), como se manteve em voga durante todo o século XIX, caracterizada no decorrer do eclectismo e, eventualmente, deixando os seus traços na arquitetura dela decorrente (ver, por exemplo, monumentalismo).[4]

Século XVIII - Neogótiço ou revivalismo gótiço é um estilo de arquitetura revivalista originado em meados do século XVIII na Inglaterra. No século XIX, estilos neogóticos progressivamente mais sérios e instruídos procuraram reavivar as formas góticas medievais, em contraste com os estilos clássicos dominantes na época.

O movimento de revivalismo gótiço teve uma influência significativa na Europa e nas Américas, e talvez tenha sido construída mais arquitetura gótica revivalista nos séculos XIX e XX do que durante o movimento gótiço original.

O revivalismo gótiço encontrou paralelo e apoio no medievalismo, que teve suas origens no interesse antiquarial por relíquias e curiosidades. Na literatura inglesa, o revivalismo gótiço e o romantismo deram origem à novela gótica, gênero inaugurado por O Castelo de Otranto (1764) de Horace Walpole, e inspirado em um gênero de poesia medieval que parece emergir da poesia pseudo-bárdica do Ossian. Poemas como Os Idílios do Rei, de Alfred Tennyson, projetam temas modernos em cenários medievais dos romances Arturianos. Na literatura germânica o revivalismo gótiço também teve ráízes em tendências literárias.

XIX até XX. - Eclética (AO 1945: arquitectura ecléctica) refere-se a um período de transição da arquitetura predominante desde meados do século XIX até as primeiras décadas do século XX.

Em arquitetura, o ecleticismo é a mistura de estilos arquitetônicos do passado pára a criação de uma nova linguagem arquitetônica. Apesar de que sempre há existido alguma mistura de estilos durante a história da arquitetura, o termo arquitetura eclética é usado em referência aós estilos surgidos durante o século XIX que exibiam combinações de elementos que podiam vir da arquitetura clássica, medieval, renascentista, barroca e neoclássica. Assim, o ecletismo se desenvolveu ao mesmo tempo e em íntima relação com a chamada arquitetura historicista, que buscava reviver a arquitetura antiga e gerou os estilos "neos" (neogótiçoneo-româNicóneo-renascença,neobarroconeoclássicoetc). Do ponto de vista técnico, a arquitetura eclética também se aproveitou dos novos avanços da engenharia do século XIX, como a que possibilitou construções com estruturas de ferro forjado.

Uma das grandes influências da arquitetura eclética foi a arquitetura praticada na Escola de Belas Artes (École des Beaux Arts) de Páris, então a cidade mais importante no campo das artes. O chamado estilo "Beaux-arts", muito ornamentado e imponente, que mesclava o renascimento, o barroco e o neoclassicismo, foi influência obrigatória por todo o mundo ocidental. Entre as realizações mais grandiosas da arquitetura acadêmica parisiense contam-se a Ópera de Páris (1861-1875), de Charles Garnier, o Grand Palais (1897-1900), o Petit Palais (1896-1900) e a Gare d'Orsay (1898).

Além do uso e mistura de estilos estéticos históricos, a arquitetura eclética de maneira geral se caracterizou pela simetria, busca de grandiosidade, rigorosa hierarquização dos espaços internos e riqueza decorativa.

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