Políticas e Crise da Segunda República Espanhola

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Políticas Sociais e Econômicas: Reformas na Segunda República

A República gerou confrontos entre dois extremos. Despertou a esperança para agricultores e trabalhadores da indústria, visando elevar o padrão de vida.

Política Econômica e Desafios

  • Os defensores do padrão-ouro exageraram o valor da peseta, dificultando importações e exportações.
  • Medidas inovadoras resultaram em um aumento dos custos dos negócios.
  • Aumento do Défice Orçamental: O défice foi atenuado com a dívida pública, mas atingiu o pico quando investidores retiraram suas poupanças de empreendimentos produtivos para aplicá-las em dívida.

Reforma Agrária e Tensão Social

A Reforma Agrária, focada na distribuição de terras, provocou uma reação radical dos grupos sociais que a apoiavam. Os partidos republicanos implementaram esta medida, visando as propriedades da Andaluzia e introduzindo as propriedades dos agricultores.

Houve grande tensão política. Surgiu o caso Mapfre: latifundiários processaram a seguradora pela aplicação de seguros em caso de reforma agrária.

Conclusão Econômica da Época

Desde o início do capitalismo, os grupos dominantes do país, que apoiaram o pacto liberal, optaram por um modelo econômico baseado na extrema exploração do trabalho e na reserva de mercado. Esses princípios foram aceitos por todos, exceto pela agricultura moderna. Para isso, precisavam de um sistema político que dominasse a população. A produtividade apenas evoluiu.

O que mudou foi o cenário das relações com a economia internacional, forçando as indústrias a evoluírem.

A massa de trabalhadores foi amparada por sindicatos como defesa, mesmo perante os partidos liberais.

Os confrontos resultaram em uma tensão que foi resolvida com a Guerra Civil.

A Depressão dos Anos 30 e a Segunda República

O ciclo de crescimento foi interrompido em 1929, exaurido pela crise mundial. Essas foram as razões que produziram a depleção endógena em Espanha.

A crise de 29 refletiu-se no sistema financeiro e no comércio espanhol.

Fatores Endógenos e Crise

  • As razões endógenas indicavam que o processo de modernização havia atingido seu auge e não poderia progredir mais. O Estado interrompeu o programa de investimento.
  • O fracasso do sistema político e o surgimento de um novo regime não foram bem recebidos pelos empregadores.

Impacto da Crise de 29

Depressão dos Anos 30: "Desde que tínhamos reservas de ouro e uma má relação com o contexto internacional, a crise de 29 não nos afetou [inicialmente]".

A crise nos afetou comercialmente: todos os países se protegeram com tarifas, impedindo a entrada de produtos estrangeiros. O volume de importações e exportações foi reduzido pela metade.

A recessão afetou setores que mais necessitavam manter o setor externo (especializado em agricultura). A crise teve um efeito multiplicador em toda a economia espanhola.

O défice da balança comercial e a geração de capital foram compensados por políticas de investimento público da República. O índice de produção industrial caiu. A queda no PIB foi mais suave porque a população estava estável.

A crise em Espanha foi menos intensa que em outros países.

Política Monetária e Colapso Financeiro

República: A política monetária de Primo de Rivera impôs a manutenção da peseta em um nível elevado, devido à grande reserva de ouro, mas isso encareceu as vendas.

Durante o período de investimento público, o défice atingiu um valor máximo, emitindo-se dívida pública e corroendo a situação.

Calvo Sotelo protegeu a peseta e quis aderir ao padrão-ouro quando os outros países estavam abandonando-o. Isso levou a que países estrangeiros, que tinham grande confiança e investiam em ações, retirassem seu investimento, e o sistema financeiro entrou em colapso.

O governo também caiu, houve eleições autárquicas que puseram fim à ditadura e levaram à vitória da República.

A aristocracia e os bancos ficaram hostis à República e retiraram fundos. O investimento caiu, levando a uma crise da bolsa semelhante à de Nova York.

Embora tenha havido um efeito macroeconômico positivo (o consumo aumentou devido ao aumento dos salários), isso não foi suficiente para incentivar o promotor, pois a crise de importação, o colapso do investimento e das exportações levaram ao aumento do desemprego.

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