O Pós-Primeira Guerra Mundial e o Tratado de Versalhes

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1. Exercícios sobre o Tratado de Versalhes

2. Exercício de ligação sobre o pós-Primeira Guerra Mundial

Depois de quatro anos de destruição e morte, a Primeira Guerra Mundial chegou ao fim a 11 de novembro de 1918, quando a Alemanha capitulou perante os Aliados. A Conferência de Paz teve início em janeiro de 1919, em Paris. Apenas os vencedores estavam presentes e, entre estes, três lideraram os debates: França (com Clemenceau), Grã-Bretanha (com Lloyd George) e os EUA (com Wilson).

A mensagem dos 14 pontos serviu de base às negociações, defendendo a prática de uma diplomacia transparente, a liberdade de navegação e de trocas, a redução dos armamentos, o respeito pelas nacionalidades e a criação de uma Liga das Nações. Apesar da dificuldade em obter consensos, os acordos de paz surgiram a partir de junho de 1919.

Os tratados de paz conduziram a uma profunda transformação do mapa da Europa e do Médio Oriente. Após a queda do Império Russo, na sequência da Revolução Bolchevique de outubro de 1917, os impérios Alemão, Austro-Húngaro e Otomano desmoronaram-se. Povos que viviam oprimidos alcançaram a independência política, proliferando os estados-nação. Na Europa, à Finlândia, Estónia, Letónia e Lituânia, libertas do poder russo, juntam-se a Polónia, Checoslováquia, Jugoslávia e a Hungria (que se separa da Áustria). Na Ásia, a Arábia nasce como Estado independente; a Síria, o Líbano, o Iraque e a Palestina são transformados em mandatos da França e da Grã-Bretanha.

Outros estados ampliaram as suas fronteiras: a França recuperou a Alsácia-Lorena; a Bélgica ganhou os cantões de Eupen e Malmédy; a Itália obteve o Tirol e a Ístria; a Dinamarca viu regressar a parte norte de Schleswig; a Roménia recebeu a Transilvânia e a Bessarábia; e a Grécia tomou posse da Trácia.

Para os vencidos, as perdas foram violentas:

  • Áustria: Reduzida aos Alpes Orientais e a uma pequena parte da planície danubiana (total de 80.000 km²).
  • Bulgária: Privada do acesso ao Mediterrâneo.
  • Turquia: Reduzida a Constantinopla e à Ásia Menor.
  • Alemanha:
    • Considerada, pelo Tratado de Versalhes, responsável pela guerra;
    • Amputada de 1/7 do seu solo e de 1/10 da sua população;
    • Cortada em dois pelo "Corredor de Dantzig", que separou a Prússia Oriental do restante território;
    • Perdeu todas as colónias, a frota de guerra, parte da frota mercante e as minas de carvão do Sarre (para a França durante 15 anos);
    • Obrigada a reparações financeiras pelos prejuízos da guerra;
    • Aniquilação da capacidade militar: exército reduzido a 100.000 homens, sem artilharia pesada ou carros de assalto, fim do serviço militar obrigatório e extinção do Estado-Maior;
    • Desmilitarização da margem esquerda do Reno e de uma faixa de 50 km na margem direita.

Com os impérios autocráticos abatidos e a emancipação de muitas nações, acreditou-se no triunfo da justiça e num futuro risonho. Como prova, houve a extensão dos regimes republicanos e das democracias parlamentares, além da criação da Sociedade das Nações (SDN).

O projeto de Wilson concretizou-se em 1919, visando a cooperação entre povos, o desarmamento e a arbitragem pacífica. Com sede em Genebra, a SDN contava com uma Assembleia Geral, um Conselho de nove membros para gerir conflitos e um Secretariado. Contudo, a SDN revelou-se incapaz de manter a nova ordem internacional, não impedindo futuros conflitos.

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