Preparo Cavitário e Agentes Protetores em Odontologia Restauradora

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Regras gerais para colocação do isolamento

Estabilização do grampo, utilização de fio dental, invaginação da borracha, colocação de amarrias e colocação de grampo de retenção.

Princípios gerais do preparo cavitário

O preparo cavitário consiste no tratamento biomecânico da cárie e de outras lesões do tecido duro do dente, para que a estrutura remanescente possa receber uma restauração que a proteja, seja resistente e previna a reincidência de cárie, devolvendo forma, função e estética.

Finalidade: forma, função e estética.

  1. Eliminar o tecido patológico;
  2. Estender as margens da cavidade a locais de relativa imunidade à cárie;
  3. Conferir à cavidade formas que permitam ao dente receber e reter o material restaurador;
  4. Preservar a vitalidade pulpar.

Regras do preparo cavitário

  • Remover totalmente o tecido cariado e infectado;
  • Deixar as paredes da cavidade suportadas por dentina sadia ou material com igual função;
  • Conservar a maior quantidade possível de tecido dental sadio;
  • Paredes cavitárias planas e lisas;
  • Preparo cavitário limpo e seco.

Tempos operatórios

  1. Forma de abertura da cavidade: remoção do esmalte sem apoio dentinário; lesão de cárie incipiente (fresas 245, 329, 330); lesão de cárie ampla.
  2. Forma de contorno: visa delimitar a área da superfície do dente que deverá ser incluída no preparo cavitário, englobando todo o tecido cariado e áreas suscetíveis à cárie.

Princípios básicos da forma de contorno

  • Todo esmalte sem apoio dentinário deve ser removido;
  • Margens localizadas em áreas de relativa imunidade à cárie;
  • Diferenças de procedimento entre cavidades em cicatrículas e fissuras.

Técnica de preparo cavitário Classe I

Sulcos e fissuras; vestibular de molares inferiores nos 2/3 oclusais; 2/3 faciopalatinos de molares superiores; face palatina de incisivos superiores na região do ângulo; oclusal de pré-molares e molares.

Fresas de diâmetro pequeno cortam em profundidade e fresas de diâmetro grande cortam em lateralidade.

Técnica de preparo cavitário Classe II

Forma da caixa: paralela; grande profundidade/convergente; baixa profundidade. Isolamento: 1 para distal e 2 para mesial. Convergente de gengival para oclusal; divergente vestíbulo-lingual.

Indicações: superfícies proximais de pré-molares; cárie ampla nas proximais de pré-molares e molares sem envolvimento oclusal ou com lesão incipiente, quando a cavidade de acesso oclusal fica fora da área de contato cêntrico; condições econômicas do paciente; idade do paciente.

Contraindicações: envolvimento estético; cavidades extensas com paredes remanescentes debilitadas; paciente com grande número de restaurações com outros metais.

Agentes protetores

Os agentes protetores são: 1) selantes cavitários; 2) forradores e bases protetoras; 3) bases cavitárias; verniz (somente para amálgama).

Selantes cavitários

Produzem uma película protetora que reveste a estrutura dentinária, a fim de vedar os túbulos dentinários.

Verniz cavitário

Composto por resinas naturais dissolvidas em solvente orgânico.

Verniz copal

Veda a interface amálgama/dente, funcionando como barreira contra a penetração de agentes irritantes, e evita a corrosão do dente pelos íons.

Adesivos dentinários

Película que forma uma camada adesiva intermediária entre a dentina e o material restaurador.

Forradores e bases protetoras

Forrador: espessura mínima (0,5 mm). Base protetora: espessura de 0,5 a 2 mm.

Funções: vedamento dos túbulos; liberação de flúor e isolamento térmico; adesão à estrutura dentinária; ação antibacteriana; manutenção da saúde pulpar.

Dentina intertubular

Massa principal da dentina, correspondendo a cerca de 50% do volume, formada por colágeno.

Causas de injúria ao complexo dentino-pulpar

  • 1. Cárie dentária: após o processo carioso ocorrem modificações nas estruturas do dente e no tecido pulpar.
  • 2. Preparo cavitário: pressão e calor friccional, maior profundidade e maior reação inflamatória.
  • 3. Materiais restauradores: todos são irritantes à polpa.

Material protetor ideal

Deve proteger contra choques térmicos e elétricos; ser bactericida e bacteriostático; aderir e liberar flúor; remineralizar e hipermineralizar a dentina; ser biocompatível; possuir ação terapêutica, entre outras características.

Indicações dos agentes protetores

  1. Profundidade da cavidade;
  2. Idade do paciente;
  3. Condição pulpar;
  4. Material restaurador.

Verniz composto

Composto por hidróxido de cálcio, óxido de zinco e resina poliestirênica dissolvida em clorofórmio.

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