Principais Conceitos da Sociologia Contemporânea

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Georg Simmel e a Atitude Blase: Lembrar de quando você está no banco e precisa discriminar. Essa atitude é consequência do homem urbano ser massacrado com um turbilhão de estímulos ou acontecimentos cotidianos, aos quais, depois de certo tempo, deixa de reagir, sofrendo uma espécie de anestesia. Isso faz com que ele não se espante com nada, tenha uma atitude distanciada e um embrutecimento produzido pelo excesso de estímulos nervosos. Não escapando desse meio conturbado e intenso, o homem metropolitano não encontra forças nem tempo para se recuperar.

Walter Benjamin e a Aura: Termo usado para caracterizar a especificidade da obra de arte, que é única, ligada a um lugar preciso e inscrita na história. É quando você sente e contempla a obra original; quando essa obra vem através da reprodutibilidade técnica, não é aura, é apenas uma imagem. É o espírito da obra de arte (exemplo: Mona Lisa). A indústria transforma a arte em produto, tendo como principal objetivo atingir a massa.

Guy Debord e a Sociedade do Espetáculo: Ele diz que passamos a ser passivos e deixamos as coisas acontecerem: "Ficamos mudos e assistimos ao espetáculo da vida". Uma celebridade nega sua individualidade e passa a viver como a sociedade "pede". Construímos as imagens das pessoas através das mídias, do Facebook ou de qualquer rede social. Existem três formas do espetáculo:

  • Espetacular difuso: Consumo, sociedade americana, capitalismo.
  • Espetacular concentrado: Baseado em regimes ditatoriais.
  • Espetacular integrado: É a fusão dos dois; é mais recente do que as anteriores e utiliza novas tecnologias. Há uma fusão no estudo da economia, pois possuem o mesmo interesse; é o falso sem resposta, o presente perpétuo, preocupando-se apenas com o agora. Debord afirma que somos alienados.

Jean Baudrillard e o Sistema dos Objetos: Busca entender como as pessoas entram em relação com os objetos, materialmente e simbolicamente (imaginário), e quais são os comportamentos e relações humanas que resultam desse processo (status sócio-ideológico e o processo de consumo desses objetos). Do outro lado da produção está o consumo, não como um modo de absorção passiva, mas como um modo ativo de relações sobre as quais se fundamenta todo o nosso sistema cultural, cuja dimensão essencial é a publicidade.

Devido à "impossibilidade de encontrar um nível absoluto de realidade" e à "impossibilidade de encenar a ilusão", Baudrillard afirma que "a ilusão não é mais possível, porque a realidade não é mais possível". A informação produz sentido/significado, mas não consegue compensar a súbita perda de sentido em todos os campos; em vez de se comunicar, ela se esgota na encenação da comunicação — um processo circular de simulação, o do hiper-real. Na hiper-realidade de comunicação e do sentido, "mais real do que o real, é assim que o real é abolido". Atrás dessa encenação da comunicação, os meios de comunicação de massa e as informações prosseguem com a destruição do social. "A informação ou o conhecimento que se pode ter de um sistema ou de um evento já é uma forma de neutralização e entropia desse sistema [...]. A informação em que um evento é refletido ou difuso já é uma forma degradada deste evento".

Michel Maffesoli: Ele diz que nós precisamos compartilhar as emoções, senão nossa vida não tem significado; compartilhar um gosto, uma emoção comum.

Identificação: É quando você se identifica com um grupo e começa a agir conforme o que o grupo pede (exemplo: professores da FAPCOM).

Identidade: É o que você é.

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