Principais Doenças do Algodoeiro no Cerrado

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Tombamento

É uma doença bastante comum e de ocorrência generalizada em todas as áreas produtoras de algodão do Cerrado, sobretudo naquelas onde são verificados maiores índices pluviométricos, podendo causar sérios prejuízos ao estabelecimento da cultura, em função, principalmente, dos efeitos sobre a redução do estande.

Os sintomas de tombamento podem ser observados logo após a emergência das plântulas, nas folhas cotiledonares e primárias, as quais apresentam lesões irregulares de coloração pardo-escura. Estas lesões também podem ser observadas no caule da plântula, na mesma face de inserção da folha e imediatamente abaixo do coleto. Essas lesões, ao circundarem todo o caule, induzem o tombamento e a morte da plântula. Entre os patógenos causadores de tombamento, destacam-se os fungos dos gêneros Colletotrichum, Fusarium, Pythium e Rhizoctonia, sendo este último o mais importante. O controle da doença é feito por meio do tratamento de sementes, conforme a Tabela 1.

Ramulose

Doença causada pelo fungo Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides, é caracterizada por ocasionar encurtamento dos internódios e superbrotamento da região apical, dando aspecto de vassoura aos ramos terminais (Figura 1). É uma das mais importantes doenças do algodoeiro, particularmente no Cerrado.

Alta pluviosidade e fertilidade do solo, temperaturas entre 25ºC e 30ºC e umidade relativa do ar acima de 80% favorecem a ação do fungo. O controle é realizado através do uso de cultivares resistentes; as principais recomendadas pela Embrapa são: BRS Aroeira e BRS Sucupira. O controle químico pode ser realizado conforme a Tabela 2.

Mancha Angular

A mancha angular é causada pela bactéria Xanthomonas axonopodis pv. malvacearum e caracteriza-se por apresentar manchas foliares de formato anguloso, delimitadas pelas nervuras. As manchas, de início oleosas (Figura 3), adquirem posteriormente aspecto necrótico e apresentam coloração marrom ou parda-escura.

As lesões também podem se localizar ao longo das nervuras principais, formando uma zona necrótica adjacente a estas. Nos caules e ramos, podem ser observadas lesões deprimidas, escuras e alongadas, podendo atingir vários centímetros de comprimento no sentido longitudinal. Nas maçãs, lesões circulares inicialmente encharcadas de coloração verde-escura são formadas na parede do carpelo, tornando-se posteriormente escuras e causando a podridão das maçãs.

O controle desta doença é feito unicamente com o uso de cultivares resistentes. O controle químico com o uso de antibióticos é de elevado custo e de eficiência duvidosa. As principais cultivares recomendadas para controle são: BRS Aroeira, BRS Ipê e BRS Sucupira.

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