Principais Escolas do Pensamento Contábil
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Escola Contista
“É, pois, considerado o primeiro movimento em que se reuniram contadores em torno de uma linha de pensamento organizada. Tal qual se depreende do seu nome, essa escola teve como ideia central a fundamentação do mecanismo das contas, com foco no funcionamento das contas, subordinando-as aos modelos de escrituração.”
Escola Personalista
“A Escola Personalista surge na segunda metade do século XIX sob a orientação técnica de que as contas deveriam ser abertas para as pessoas em sua materialização física ou jurídica, entendendo-se que o dever e o haver representariam débitos e créditos para essas mesmas pessoas.”
Escola Neocontista
“Destaca a personificação das contas e dirige os estudos para a riqueza patrimonial. Esse novo direcionamento trouxe, como consequência, grande avanço para o estudo da análise patrimonial e dos fenômenos decorrentes da gestão empresarial.”
Escola Controlista
“Fábio Besta foi um dos estudiosos da área contábil que se posicionou contra as ideias personalistas de Cerboni, afirmando que as contas não são abertas a pessoas reais ou fictícias, mas para registrar valores.”
Escola Aziendalista
“Giuseppe Cerboni e Fábio Besta, representantes das escolas que defendiam, respectivamente, o fundamento jurídico e o econômico da Contabilidade, reconhecendo que as escolas que giram em torno do mecanismo das contas haviam falhado em seus propósitos de considerar a Contabilidade como ciência autônoma, dirigiram seus estudos para o campo das aziendas, objetivando provar suas teorias, acrescentando a parte científica da Contabilidade à organização, à administração e ao controle.”
Escola Patrimonialista
“A Escola Patrimonialista coloca o patrimônio como objeto de estudo da Contabilidade, observado como um conjunto de riquezas que, em constante circulação nas aziendas, é administrado para o seu crescimento econômico.”
Escola Lombarda
“A base doutrinária da Escola Lombarda estabelecia que as contas fossem abertas a valores e não a relações pessoais, e assumia a escrituração contábil como parte da mecânica de registros dos fatos econômicos. A riqueza aziendal era tida como a substância de estudo.”
Escola Americana
“O modelo contábil americano focou bastante a questão da informação econômica e financeira, abrindo espaço para que os profissionais estudiosos penetrassem suas pesquisas nas áreas da Contabilidade Financeira, fundada nas regras da Contabilidade Gerencial.”
Escola Alemã (Reditualista)
“Na ânsia de buscar o verdadeiro objeto de estudos da Contabilidade, os reditualistas tiveram como princípio admitir que o lucro é o que mais preocupa como objeto de estudo, sendo fenômeno básico a ser observado, embora com a relatividade necessária.”
Princípio da Entidade
“O Princípio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários no caso de sociedade ou instituição.”