O Processo de Esportivização nas Práticas Corporais

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Esportivização, como o próprio nome indica, é o processo de transformação de certas práticas corporais em esporte institucionalizado. Hoje em dia, esse processo tem ampliado o número de modalidades esportivas em todo o mundo.

Um exemplo disso é a capoeira, patrimônio cultural brasileiro, com o qual nos deparamos nas ruas e comunidades de inúmeras cidades brasileiras, tradicionalmente considerado um jogo com elementos de dança e de artes marciais, mas que já tem, em alguns lugares (como em São Paulo), tomado também a conotação de esporte de competição (tendo inclusive torneios oficiais, organizados por federações de capoeira).

O pular corda é outro exemplo interessante. Uma atividade lúdica, inicialmente associada às crianças, hoje possui também uma vertente competitiva nos Estados Unidos em que há campeonatos nacionais de pular corda. A ginástica aeróbica, inicialmente uma modalidade de ginástica de academia, acabou também se tornando um esporte altamente competitivo.

Quando uma prática corporal sofre o processo de esportivização, normalmente ela passa a existir em duas formas:

  • A sua forma original, não esportiva (por exemplo, o jogar queimada como brincadeira);
  • A sua forma esportivizada (os campeonatos de queimada).

Esse processo de esportivização atinge práticas corporais tão distintas quanto:

  • Jogos e brincadeiras populares: em Belo Horizonte, já há torneios interescolares de queimada, por exemplo, para não citar o exemplo da peteca que já há muito foi esportivizada;
  • Artes marciais: quase todas elas, como o judô e o karatê, por exemplo, têm uma federação internacional e são parte do programa olímpico;
  • Ginásticas: com o exemplo óbvio da ginástica olímpica, mas também com as competições oficiais de ginástica aeróbica;
  • Danças: frequentemente ouvimos falar de concursos de dança, em que se utiliza o formato esportivo de definição de posições, entrega de medalhas, troféus e prêmios.

Cabe ao professor de Educação Física problematizar, em suas aulas, essa esportivização generalizada de tantas práticas corporais, buscando possibilitar aos alunos a compreensão do porquê desse fenômeno e o entendimento das suas consequências (positivas e negativas, alterando sentidos e formas de práticas corporais diversas).

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