Processo de Integração Europeia: Modelos e Teses
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Circunstâncias da Integração Europeia
As circunstâncias que conduziram ao processo de integração são:
- 1. Necessidade de assegurar a paz nos países da UE.
- 2. Necessidade de estabelecer laços de coesão entre os países da UE.
- 3. Necessidade de sobrevivência económica.
Correntes de Pensamento
Formaram-se duas correntes:
- Corrente Federalista: Criação dos Estados Unidos da Europa; os Estados eram soberanos; exigia-se unanimidade na decisão.
- Corrente Pragmática: Europa unida; cooperação entre os Estados soberanos.
Os esforços de reconstrução da Europa realizaram-se em duas frentes: cooperação e integração. A opção económica foi desenvolvida em dois modelos distintos:
- Simples área de comércio livre;
- Mercado comum.
Ato Único Europeu e Mercado Comum
O Ato Único Europeu visava eliminar os obstáculos ainda existentes à livre circulação. Foi com este ato que surgiu o conceito de coesão económica e social. O mercado comum caracteriza-se pela livre circulação de mercadorias.
Políticas Intergovernamentais
- São financiadas pelos orçamentos de Estado;
- Exigem unanimidade;
- A iniciativa não compete à Comissão;
- Quem decide não é o Conselho.
Princípio da Subsidiariedade
Este princípio contribuiu para o respeito da identidade nacional dos Estados-Membros e constitui uma salvaguarda das respetivas competências. Vem determinar a quem compete o exercício de determinada competência. As decisões devem ser tomadas o mais próximo possível do cidadão.
A Comissão apresenta a proposta ao Conselho durante a implementação e desenvolvimento das políticas de cooperação reforçada.
Teses sobre a Natureza das Comunidades
- Tese Estadual: Determina que as Comunidades seriam um Estado porque beneficiam de uma atribuição de competências dos Estados para as instituições competentes. Críticas: os tratados não podem ser equiparados às constituições dos Estados; as comunidades só têm as competências que lhes foram atribuídas, enquanto os Estados têm todas as competências.
- Tese Federal: Há uma aproximação das comunidades ao modelo federal devido à sua evolução histórica e à atribuição de competências pelos Estados. Existe uma ordem jurídica comunitária autónoma da ordem jurídica interna dos Estados, própria e hierarquizada.
- Tese Confederal: Órgãos comuns que prosseguem determinadas competências, geralmente internacionais. As diferenças partem do facto de a comunidade não atingir as competências políticas de uma confederação.
- Tese Internacional Clássica: O ato constitutivo das comunidades é o tratado internacional. Devido ao facto de as relações entre os Estados serem regidas pelas normas de direito internacional, um certo número de situações ainda é decidido por unanimidade.
Características e Competências das Comunidades
Características:
- Princípio da aplicabilidade direta;
- Efeito direto;
- Princípio do primado;
- Força executória das decisões do Tribunal de Justiça;
- Alargamento das competências;
- Capacidade autónoma das comunidades.
Competências:
- As comunidades estão limitadas pelo princípio da especialidade;
- Vocação universal.